#Xatiado.

papachatiado

A culpa é da imprensa, claro! Sempre ela! Quem usa expressões e comparações chulas, em uma explicação tortuosa da moral católica, espera que gente do nível de Ilze Scamparini ou Eugenio Scalfari faça as devidas ponderações e ajustes para transmitir aos fiéis a mais pura mensagem evangélica!

Chateadas estão as mães católicas, que mereceriam um humilde pedido de desculpas pela comparação esdrúxula.

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EXPLICA MONS. ANGELO BECCIU:

O Papa está triste pela repercussão de suas declarações sobre as famílias numerosas.

O Papa está surpreso porque suas declarações no avião na volta da viagem ao Sri Lanka e Filipinas foram, segundo seu parecer, descontextualizadas de propósito pela maioria dos meios de comunicação. E triste pelo desconcerto causado, em especial às famílias numerosas, a quais ontem na audiência geral dirigiu palavras de afeto e alento. Conta-nos em entrevista ao diário Avvenire o substituto da Secretaria de Estado, Mons. Angelo Becciu.

PorAvvenire / InfoCatólica | Tradução: Marcos Fleurer – Fratres in Unum.com: O Papa estásurpreso porque suas últimas declarações, nas quais utilizou de propósito palavras da linguagem das ruas, não foram, segundo sua própria opinião, devidamente contextualizadas pelos numerosos meios de comunicação. E triste pelo desconcerto causado em especial às famílias numerosas, as quais, de fato, ontem durante a audiência geral dirigiu palavras de afeto e alento.

Estes são os sentimentos principais que teve o Papa ao ler os periódicos do dia despois de seu regresso de Manila. Conta-nos nesta entrevista ao diário Avvenire o substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé, Mons. Angelo Becciu. O arcebispo, um dos mais estreitos colaboradores do Papa, o acompanhou na viagem ao Sri Lanka e Filipinas, e estava presente na roda de imprensa durante o voo de volta de Manila a Roma. Ele escutou pessoalmente as perguntas dos periodistas e as respostas do Pontífice, por isso pode reconstruir o sentido autêntico das palavras do papa Francisco.

Explicação de suas palavras.

Mons. Becciu, o Papa se identificou com a interpretação majoritária que a imprensa deu às suas palavras nas quais dizia que para ser um bom católico não é necessário ter filhos como coelhos?

Ao ver as manchetes dos jornais, o Santo Padre, com quem falei ontem, sorriu e disse que se surpreendeu um pouco pelo fato de que suas palavras, que foram espontaneamente simples, não tivessem sido completamente contextualizadas, com respeito à citação claríssima da Humanae Vitae sobre a paternidade responsável.

O raciocínio do Papa era claro. A leitura que se fez, isolando essa frase, não…

A frase do Papa se entende no sentido de que o ato procriativo humano não se pode seguir na lógica do instinto dos animais, mas sim de ser um ato responsável que radica no amor e na recíproca doação do casal. Desgraçadamente, com muita frequência a cultura contemporânea tende a diminuir a autêntica beleza e o alto valor do amor conjugal, como consequências negativas que dele derivam.

Falando de três filhos por casal, o Papa Francisco, segundo alguns, havia indicado um número fechado.

Não, em absoluto! Com o número três se referiu unicamente ao número mínimo que os sociólogos e demógrafos indicam para assegurar a estabilidade da população. De nenhum modo o Papa queria dizer que esse seja o número correto de filhos para todos os casais. Cada matrimônio cristão, à luz da graça, está chamado a discernir, segundo uma série de circunstâncias humanas e divinas, qual é o número de filhos que deve ter.

Muitas famílias numerosas estão desconcertadas pela versão apresentada pelos meios de comunicação das palavras do Santo Padre. O que se pode dizer?

O Papa está realmente triste de que haja criado semelhante desgosto. Ele não queria de nenhuma maneira menosprezar a beleza e o valor das famílias numerosas. Hoje mesmo (ontem), na Audiência Geral, afirmou que a vida é sempre um bem e que ter muitos filhos é um dom de Deus pelo que se deve agradecer.

Qual é, então, a interpretação correta da paternidade responsável de que fala a Humanae vitae, tantas vezes repetida, também pelo Papa Francisco?

É a interpretação que nasce do ensinamento do beato Paulo VI e da Tradição milenária da Igreja, repetida na Casti Connubii, ou seja, que sem separar nunca o caráter unitivo e procriativo do ato sexual, este deve sempre se inserir na lógica do amor, na medida em que a pessoa inteira (física, moral e espiritual) se abre ao mistério do dom de si mesma no vínculo do matrimônio.

Podemos dizer que Francisco tem reafirmado que este documento segue vigente em todos os seus aspectos?

Não tenho a menor dúvida. O Papa Francisco é um grande admirador de Paulo VI, assim já manifestou em várias ocasiões. Foi ele quem o beatificou e nas Filipinas, há poucos dias, contemplando uma nação tão jovem, destacou a postura mantida em 1968 por Paulo VI, que foi profética.

O Papa se referiu duas vezes à crise demográfica na Itália. Qual é a mensagem do Papa para Itália?

Pode-se dizer que este gravíssimo sinal sociológico é representante de uma cultura que não tem esperança e nem alegria, uma cultura de descarte. O desejo de ter filhos é, de fato, a prova de que se crê no futuro, que se crê naquilo que se é: Itália e Europa estão perdendo sua identidade, estão ficando velhas. O espetáculo da juventude transbordante dos países asiáticos confirma ainda mais na mente do Papa esta convicção.

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