Você talvez não tenha sentido, mas o mundo todo tremeu no dia 11 de Abril de 2012

Assim começava uma matéria publicada na semana passada, pela revista NewScientist, que fazia referência aotrês grandes terremotos de grande intensidade que ocorreram no dia 11 de Abril deste ano, no México (7.0) e próximo a ilha de Sumatra (8.6 e 8.2) – ambos medidos em graus na escala Richter. A costa mexicana está situada numa região onde ocorre o encontro de placas tectônicas, sendo constantes os terremotos registrados nessas áreas, mas o que maisintrigaram os geologistas e sismólogos, é que terremotos dessa magnitude dificilmente ocorreriam fora da área de encontro das placas, como os dois ocorridos há mais de 100 quilômetros ao norte da ilha de Sumatra, na Indonésia.

Talvez esses estudos possam ajudar a responder uma pergunta que todo montes-clarense gostaria de ver respondida, sobre os terremotos que vêm abalando a principal cidade do Norte de Minas. Poderia by Text-Enhance” href=”https://web.archive.org/web/20140220140055/http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/12566/Voce-talvez-nao-tenha-sentido-mas-o-mundo-todo-tremeu-no-dia-11-de-Abril-de-2012″>existir alguma relação entre os terremotos sofridos em Montes Claros, com os terremotos ocorridos próximos à ilha de Sumatra? Talvez não tenha uma relação direta, mas de acordo com geofísico Fred Pollitz, que teve suas pesquisas publicadas na revista Nature.com, após os terremotos na região da Sumatra, um número de outros terremotos superiores a 5.5 graus na escala Richter, foram sentidos com uma frequência 5 vezes superior durantes os seis dias seguintes. Algo nunca observado antes pela ciência.

Se pensarmos no mundo como uma única casa, qualquer abalo nas estruturas dessa casa, poderia ter consequências em outras partes da casa. Facilmente podemos entender que poderia sim haver algum tipo de by Text-Enhance” href=”https://web.archive.org/web/20140220140055/http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/12566/Voce-talvez-nao-tenha-sentido-mas-o-mundo-todo-tremeu-no-dia-11-de-Abril-de-2012″>relação. Mas então porque vem sendo sentido com maior intensidade na região do Norte de Minas? Essa talvez seja a pergunta mais difícil de responder. Talvez não haja uma causa aparente, mas talvez pode ser que sim. Ainda falta-nos aguardar os resultados “tardios” das análises dos tremores, pelos órgãos que vêm tratando desse tema na cidade. Enquanto isso, temos que nos contentar com as hipóteses que vão sendo levantadas pelos próprios muralistas, tais como uma possível falha geológica, uma possível super exploração dos recursos hídricos, uma relação direta com os grandes terremotos da Indonésia ou, quem sabe, não seria uma mistura de tudo isso?

“Porque as comportas do alto se abrem e os fundamentos da terra tremem. A terra se quebra, a terra é abalada violentamente, a terra é fortemente sacudida. A terra cambaleia como um bêbado, é agitada como uma cabana. Sua rebelião pesa sobre ela, ela cairá e já não se levantará”. (Is 24, 18-20)

“Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu”. (Lc 21,11)

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