uma tragédia anunciada pelo Raio, na Festa de Nossa Senhora de Lourdes

O seguimento fiel de Nosso Senhor Jesus Cristo sempre estará marcado pelo combate ininterrupto contra três inimigos: a carne, o mundo e o demônio.

Se considerarmos, a partir de uma perspectiva meramente humana, segundo nossas próprias forças e capacidades tal combate, a vitória afigura-se impossível, pois “sabemos, de fato, que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado (Rom. 7, 14). Ajunte-se ao fato do pecado original que em nós produz a morte, a realidade do mundo que serve a seu mestre, não nos resta outra coisa a fazer que suplicar a Jesus Cristo o sobrenatural e eficaz auxílio que compensa e nos eleva ao estado de graça a fim de cumprirmos fielmente os preceitos que Ele nos dá. Quero dizer que sem essa poderosa graça jamais nos salvaremos, uma vez que, entregues miseravelmente à nossa natureza ferida em suas três fundamentais faculdades – inteligência, vontade e paixões – tendemos sempre ao mal como nos ensina São Paulo.

Mas o que isto tem haver com a renúncia do Papa Bento XVI? Tem tudo haver!

A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo jamais teve um instante de paz nesta terra desde a sua fundação. Nem mesmo no Século XIII, período histórico em que a cristandade católica mais brilhou com fulgor e glória, conforme a unanimidade de opiniões dos estudiosos do assunto.

Isto significa que o Corpo Místico de Cristo, por Ele mesmo sustentado e alimentado por Sua carne e sangue, sempre foi combatido, fosse pelos inimigos externos, fosse pelos externos.

Esta é a história da Igreja de Nosso Senhor, fora da qual não há salvação: “Extra Ecclesiam nulla salus.” – https://www.youtube.com/watch?v=W265f8hPBE8

Todavia, à medida em que se aproxima o fim da história – pois, certos e fundados na promessa de Nosso Senhor de que Ele voltará para findar a história derrotando definitivamente o senhor deste mundo – os séculos demonstram que os ataques Igreja, cada vez mais ousados e perniciosos, parecem reduzir os membros do Corpo Mistico de Nosso Senhor a um número cada vez menor.

É sabido que, quando da morte do Papa Leão XIII, de felicíssima memória, em 1903, foi eleito para ocupar a Cátedra de São Pedro o secretário de estado, à época, Cardeal João Rampolla, o qual, segundo documentos arquivados no Vaticano, pertencia à maçonaria italiana de rito escocês ocupando o grau 33 na referida seita. Mas, por meio de um extraordinário golpe da providência divina, teve vetada sua eleição pelo então Imperador Católico da Hungria Francisco José, tendo então ascendido ao papado nada mais nada menos que o Cardeal Guiseppe Sarto, que assumiu com o nome de Pio X, canonizado após sua morte com o nome de São Pio X -https://www.youtube.com/watch?v=Jz9Im2X9s9g&list=PLtTEh2YjMlYyh8Oqyy8Fxh61ThDDXzX3-

Então aqui já temos “comprovada” a ação dos inimigos que, mudando de tática, não mais se utilizavam de ações de “fora para dentro”, mas, já infiltrados no seio da Igreja, agiam, a partir de então com muito mais eficácia, de dentro da Capela Mor, como dizia S. S. Pio XII.

E não estamos apenas falando da maçonaria, mas também de outro inimigo figadal do catolicismo: o comunismo ateu e materialista. Ou será que alguém ainda tem dúvidas sobre a origem da teologia da libertação? O efeito prende-se à causa, pois não há efeito sem causa, sendo a TL efeito da ideologia comunista que se infiltrou na Igreja através dos seminaristas, os quais, mais tarde, ascenderiam às “posições chave” da hierarquia eclesiástica. Aliás, o Papa Pio IX – talvez um dos Papas mais odiado pela maçonaria europeia – já nos idos do século IXX, já denunciava, e “revelava”, as táticas e métodos de ação dos opositores mortais de Nosso Senhor Jesus Cristo. A propósito, vale ressaltar também, sobre o comunismo, as palavras de S. S. Pio XI:
“Socialismo religioso, socialismo cristão, são termos contraditórios: ninguém pode ao mesmo tempo ser bom católico e socialista verdadeiro” .

Seguem-se os anos, o tempo passa e a infiltração maçônico-comunista continua.

O Irmão Joseph Natale O.S.B., fundador do Mosteiro da Sagrada Família (EUA – NY), esteve presente numa das conferências da “Sra. Bella Dodd” – membro do Partido Comunista da América do Norte, cuja função principal era encorajar jovens radicais (que nem sempre eram comunistas assumidos) a entrarem nos seminários católicos, encorajando-os a infiltrarem-se nos seminários e nas ordens religiosas já na década de 1950 – tendo declarado o seguinte:

“Escutei aquela mulher por quatro horas e fiquei com os cabelos em pé. Tudo o que ela disse cumpriu-se ao pé da letra. Poder-se-ia pensar que ela era o maior profeta do mundo, mas não era nenhum profeta. Estava apenas a fazer uma exposição passo a passo do plano de batalha de subversão comunista contra a Igreja Católica. Ela explicou que, de todas as religiões do mundo, a Igreja Católica era a única a quem temiam os comunistas, posto que era a sua única adversária efectiva.” (http://www.igrejacatolica.pt/comunistas-e-maconaria-na-igreja/#.VOSnqPnF91E)

Então já podemos compreender que o “plano” é desfigurar a Igreja Católica, uma vez que Sua destruição se afigura um tanto quanto utópica. Mas isto não seria já uma destruição? Acredito pessoalmente que Lutero desejava mesmo destruí-La e não apenas desfigurá-la. Mas isto é um tema complexo e que demandaria muita pesquisa e reflexão. Mas o que fica patente é que a coisa veio se “aprimorando e organizando” com o tempo até o momento em que tudo estivesse “maduro” para o golpe final: O concílio Vaticano II. O master plano! Curioso não?

Pois bem, este é o legado que o Papa Bento XVI recebeu.

Ele percebeu, mesmo tendo uma formação teológica e filosófica um tanto quanto heterodoxa, que as “coisas” tinham ido longe demais! Deus lhe abriu os olhos e o coaração para a verdade. Ele, o Papa Bento, compreendeu que deveria iniciar, a partir de seu pontificado, um movimento contrário de expurgo de toda “sporcizia”, de toda sujeira. Começou então a trabalhar em terreno árido e praticamente dominado pelo inimigo.

Em seu discurso de posse, o Papa Bento XVI pediu que rezássemos por ele, para que não fugisse diante dos lobos (http://www.paginaoriente.com/santos/homiliaposse.htm):

“…Uma das características básicas do pastor deve ser amar as pessoas confiadas a ele, do mesmo modo que ama o Cristo a quem serve. “Apascenta minhas ovelhas”, disse Cristo a Pedro, e agora, neste momento, diz o mesmo para mim. Apascentar significa amar, e amar significa estar pronto para sofrer. Amar significa dar às ovelhas o que é verdadeiramente bom, o alimento da verdade de Deus, da palavra de Deus, o alimento de Sua presença, que Ele nos dá no Abençoado Sacramento. Meus queridos amigos – neste momento, só posso dizer: orai por mim, que eu possa aprender a amar o Senhor mais e mais. Orai por mim, para que eu possa aprender a amar Seu rebanho mais e mais – em outras palavras, a santa Igreja, cada um de vós e todos vós juntos. Orai por mim, para que eu possa não fugir com medo dos lobos. Oremos uns pelos outros, que o senhor nos ampare e que aprendamos a amparar uns aos outros…”

O restante da história já sabemos. Ele foi um Papa odiado! Foi bombardeado, tanto de fora quanto de dentro (fogo amigo). A verdade – e falarei como um tolo agora – é que Bento XVI não servia mais aos objetivos de Roma, por isso, seu pontificado tornou-se insuportável! Quem poderia julgar as razões e o coração de Bento XVI a não ser Deus? Um dia saberemos de tudo.

Por isso, a história da Igreja de Cristo neste mundo, cujo príncipe sabemos quem é, será marcada pelo combate, pela luta, até que Deus Nosso Senhor disponha, segundo se beneplácito e sabedoria infinitos, de modo diferente! (vide Catecismo da Igreja Católica §§ 675 e ss: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html)

Mas fica a pergunta: Será que quando o Filho do Homem retornar achará fé sobre a terra?

Que Deus nos conceda a graça da perseverança final neste combate mortal!

Salve Virgem Maria Puríssima!

Sem pecado concebida!

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