Sacramento da Confissão

  • Sacramento da Confissão Data da Postagem: 9 nov 2011 | Autor: Mateus | Comentários: 0 comentário
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    SACRAMENTO DA CONFISSÃO , UMA CONSTANTE NA VIDA DO VERDADEIRO CATÓLICO


    Pela morte, Cristo nos redime; pela sua Ressurreição, Ele nos dá a maior festa da Igreja. Em um momento, estamos profundamente inclinados e pesarosos pelo sofrimento do Esposo. Em outro, extasiamos pelo reencontro com Ele

    Tratemos, então, deste sacramento da misericórdia.Primeiramente, convém saber que ele tem fundamento na Sagrada Escritura. Diz Jesus: “Dou-vos autoridade para perdoar percados. A quem os perdoardes, eles serão perdoados; a quem os retiverdes, eles serão retidos”. É bíblico; não tem nem o que questionar. Depois, não foi a qualquer um que Jesus disse isso; não foi no seu Sermão das Bem Aventuranças, nem quando multiplicou os pães. Foi na intimidade com os Apóstolos. Portanto, há uma elite espiritual, que são os que recebem o sacramento da ordem, a quem é dado o poder objetivo de, na pessoa de Cristo, perdoar pecados. Falando mais claramente: somente padres e bispos católicos têm esse poder.Depois, porque convém contar o que se fez de errado? Para compreender isto, entendamos, primeiro, o que é o pecado. Ele é sempre um fruto da soberba, uma preferência pela própria satisfação egoísta em detrimento do bem, da verdade, enfim, de Deus. O soberbo é aquele que desobedece a Deus para satisfazer o próprio desejo. Todo pecado tem essa mesma raiz, desde Adão. O primeiro mandamento ordena amar a Deus sobre todas as coisas. Quando pecamos, amamos mais a nós mesmos do que a Deus. A soberba, então, se insurge contra Deus. E Deus resiste aos soberbos. Ora, qual é o oposto da soberba? A humildade. Deus revela sua graça aos humildes. E o que é a humildade? É o retorno da ordem, é quando o homem percebe a própria pequenez diante de Deus; é quando percebe que o seu prazer não deve ser mais importante do que a vontade divina; em suma, é uma reta consideração das coisas. O humilde é aquele que sabe se desprezar para amar a Deus. O seu centro está em Deus, assim como Jesus disse: “onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”.Quando notamos a grandeza divina e, em contraste, a nossa pequenez, parece absurdo que, em algum momento, nós tenhamos nos insurgido contra Deus. A soberba é ridícula. Desta constação, surge o desejo de humilhar-se diante d’Ele, que é tão bom. Confessar-se miserável e humilhar-se é o modo de mortificar aquele amor-próprio, de atacar-lhe o âmago e de ferir-lhe de morte. É só quando nos esvaziamos deste modo que podemos estar aptos, novamente, para receber a graça de Deus. É o que diz Sto Antônio de Pádua: “é próprio do coração verdadeiramente contrito humilhar-se em tudo e reputar-se cão morto e pulga viva. Portanto o penitente por tal espírito de arrependimento é conduzido ao deserto da confissão.”No entanto, não basta uma atitude subjetiva. O que perdemos com o pecado foi algo real: o dom da graça, a virtude teologal da caridade, sem a qual ninguém agrada a Deus. Daí que, uma vez bem dispostos interiormente para a humilhação, devemos recorrer a alguém que possa, objetivamente, restituir aquilo que perdemos. E essa pessoa, conforme vimos, é o padre católico. Confessando, então, os nosso pecados, humilhando-nos diante do sacerdote, somos perdoados e, como afirmou Jesus, este perdão é confirmado no céu. De novo, somos o pecador que se converteu e que alegrou o céu. Isto, embora se dê sem nenhum alarde, é, na verdade, grandiosíssimo e é muito real.Também Jesus, quando nasceu, não teve festa e, no entanto, nascia o homem mais importante de todos. Quando Ele morreu, não havia brilho e, no entanto, o Calvário redimiu o mundo. Creio que já está na hora de notarmos que esta discrição é um traço bastante característico de Nosso Senhor.Aí alguns perguntam: “mas isso é muito confortável! Eu peco já pensando que vou me confessar e, depois, eu já fico planejando pecar e me confessar”. Uma vez uma protestante me perguntou algo assim, pois ela dizia que até hoje não entendia isso. De fato, isso parece uma sacanagem e esta pode ser a dúvida de muita gente. Acontece, porém, que para a confissão ser válida, alguns requisitos são necessários. Quai são estes requisitos?Primeiro: uma absoluta sinceridade. Poderíamos até dizer que este é o único, pois é ele que inspira os demais. No entanto, como somos cheios de pretextos para pecar, esclareçamos os pormenores. Para uma boa confissão, primeiro se deve fazer o exame de consciência. A Igreja recomenda que esta prática seja constante, e não apenas um estágio prévio para as confissões que muito escassamente fazemos. É muito conveniente que, todas as noites, antes de dormir, façamos um breve exame de consciência, que consiste em percorrer, com a memória, o que fizemos durante o dia, sondando as nossas intenções e a natureza mesma das nossas ações. Antes da confissão, porém, devemos fazer um mais aprofundado. Se já tivermos a prática do exame diário, não nos será difícil saber dos nossos delitos, uma vez que já estaremos acostumados a considerá-los. Isto ajuda no conhecimento de nós mesmos, donde provém a humildade que é base para todas as demais virtudes.Depois do exame, devemos detestar aqueles pecados que cometemos e tomar a resolução séria de não voltar a cometê-los, adquirindo a disposição de nos afastarmos de toda ocasião que possa promovê-los.Após estes pontos, é necessário decidir-se seriamente a contar todos os pecados mortais ao padre, por mais que eles sejam constrangedores. Lembremos que um padre não pode quebrar o sigilo da confissão, sob pena de excomunhão. Diz o código de direito canônico: “Guarde-se, portanto, muito bem o confessor de descobrir, no mais mínimo, ao pecador, nem por palavra, nem por qualquer sinal, nem de qualquer outra forma e por nenhuma causa”. Além disto, os padres já são acostumados em escutar os nossos podres e não é comum que se escandalizem. Portanto, o ponto essencial da confissão é uma sinceridade cristalina.Uma vez contados todos os nossos pecados graves (os veniais também podem ser contados e até é conveniente que se o faça), ouviremos algum conselho do sacerdote, a absolvição e a penitência que nos será dada e que deve ser cumprida ciosamente. Pronto! Ao sair do confessionário, saímos como Lázaro que foi ressuscitado pelo Senhor. Foram desatados os nossos pés, o que nos permite retomar o caminho. Foram desatadas as nossas mãos, o que nos permite fazer atos sobrenaturais. E foi desatado o nosso rosto, o que nos permite enxergar e expressar a nossa verdadeira identidade.Outra dúvida corrente: com que frequência o cristão deve se confessar? Alguns dizem: “mas a Igreja só pede uma vez ao ano, com comunhão na Páscoa”. Mas isto é o mínimo do mínimo e acredito – não tenho certeza – que isto foi escrito deste modo tendo em vista aquelas pessoas que moram distantes, nas zonas rurais, e que costumam vir à cidade para a Santa Missa somente de tempos em tempos. A Igreja não abre mão deles.No entanto, nós que podemos estar assiduamente na Santa Missa – se possível diariamente – não podemos aplicar isso a nós. Devemos ter uma constante com a confissão. Mesmo se não pecamos mortalmente, convém se confessar num prazo estabelecido. Há pessoas que se confessam, pelo menos, mensalmente. Há outros que se confessam semanalmente. E aqui convém esclarecer duas coisas:Se eu me confessei ontem, mas voltei a cometer pecado mortal, eu já não posso comungar. Para voltar a receber o Corpo de Cristo, é preciso voltar à confissão. Não estamos brincando de um faz de conta! Estas realidades e efeitos sacramentais são muito reais. Quem ganha um grande prêmio e, minutos depois, o perde, fica sem o prêmio, não importa que somente alguns minutos se tenham passado desde que o recebeu. O que não podemos é planejar pecar, porque isso é falta de sinceridade e, como já dito, se alguém vai com algum plano semelhante pra um confessionário, a confissão é inválida! Depois, é preciso, como diz Jesus, “vigiar e orar”. Estamos numa guerra; quem pensar que pode vencer pela própria força vai ser facilmente derrotado. Por isto a oração! E por isto a vigilância, para que não nos exponhamos, sem motivo, a ocasiões perigosas para a alma.Mas, e quanto aos que não pecam mortalmente e, ainda assim, se confessam? Aquele que se confessa com frequência tem de dar conta da sua vida, das suas intenções, dos seus projetos ao confessor, apontando as suas falhas, por pequenas que sejam. Isto, como dissemos, aumenta o conhecimento de si mesmo, favorece a humildade e mortifica a soberba, reafirma a disposição em seguir a Cristo, impede ou dificulta o cometimento de pecados graves pela proximidade das confissões, apaga os vícios, acende as virtudes e infunde maior graça na alma. Algumas pessoas, até padres, dirão que confessar-se toda semana é brincar com o sacramento. É possível, se a pessoa não for bem orientada. Mas, o que estes padres diriam se começássemos a citar inúmeros santos que se confessavam até diariamente? Então, não nos deixemos enganar! Estes argumentos falsos apenas pretendem satisfazer o comodismo, seja daquele que se confessa, seja daquele que confessa. E o que está em jogo, aí, é a vida da alma. Confessemo-nos, portanto!Que a Virgem Maria imprima em nossas almas as disposições necessárias para uma boa confissão, a fim de que, passando pela morte de Cristo, alcancemos, com Ele, a vida eterna! Ad Iesum Per Mariam

    http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com

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