Pe dissidente Greg Reynolds excomungado. Provável última ação do grande Cardeal Piacenza na Congregação para o Clero

Ex-padre não muito contente segura seu atestado de excomungado. Podemos esperar medidas semelhantes com Stella e Müller?

Por The Age | Tradução: Blogonicus– O padre dissidente Greg Reynolds foi simultaneamente afastado do ministério e excomungado pelo seu apoio à ordenação de mulheres e aos homossexuais [que não vivem em castidade e apoiam o gayzismo, NdT] – a primeira pessoa excomungada em Melbourne, acredita.

A ordem vem direto do Vaticano, não a pedido do arcebispo de Melbourne, Dom Denis Hart, e, aparentemente, segue uma denúncia secreta ao melhor estilo da Inquisição, segundo o Padre Reynolds.

O documento de excomunhão – escrito em latim e não explicitando o motivo – data de 31 de Maio, o que significa que está sob a autoridade do Papa Francisco, que ganhou as manchetes na quinta-feira conclamando por uma Igreja menos obcecada por regras.

Padre Reynolds, que renunciou ao cargo de pároco em 2011 e no ano passado fundou o grupo Inclusive Catholics, disse que esperava ser secularizado (afastado do ministério), mas não excomungado. Mas que isso não faria diferença para o seu ministério.

Nota do Fratres: Provavelmente um dos últimos atos do grande Cardeal Piacenza na Congregação para o Clero, em virtude das faculdades especiais a ela concedidas por Bento XVI, a pedido do próprio Piacenza… Purpurado que, após também insistir junto a Bento XVI para que sua Congregação obtivesse competência sobre os seminários, mesmo sem pessoal suficiente em seu staff, iniciara diversas visitações a seminários a fim de que promovessem uma boa formação, conforme os desejos da Igreja. No entanto, hoje os tempos são outros e, apesar de numerosíssimas denúncias da falta de ortodoxia que chegam a Roma, caberá à Conferências Episcopais resolvê-las.

Inicia o spoil system de Francisco. O cardeal Piacenza passa para a Penitenciária Apostólica [ndr: um dos purpurados mais fiéis a Bento XVI deixa uma Congregação de primeiro escalão para uma bem mais modesta…].

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Cardeal Piacenza

Por Marco Tosatti | Tradução: Fratres in Unum.com – Amanhã, pela manhã, a Santa Sé anunciará duas importantes trocas na Cúria. O cardeal Mauro Piacenza, Prefeito para o Clero, deixa o posto que lhe foi confiado há três anos por Bento XVI. E também o arcebispo croata, Nikola Eterovic, será substituído na função de Secretário do Sínodo dos bispos, que conduziu por nove anos.

O cardeal Piacenza vai assumir a função de Penitenciário Mor, assumido pelo cardeal português Manuel Monteiro de Castro. O novo Prefeito da Congregação para o Clero será um diplomata, o arcebispo Beniamino Stella, atual presidente da Academia Eclesiástica, instituto no qual são instruídos e formados os futuros Núncios da Santa Sé. Stella, originário da província de Treviso, é presidente da Academia desde 2007. Nikola Eterovic, por sua vez, assumirá o cargo de núncio apostólico na Alemanha, em Berlim. Em breve se espera também a nomeação de Mons. Crociata, atual secretario geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), como Ordinário militar na Itália.

A mudança acontecerá faltando pouco para a reunião colegial do papa Francisco com os oito cardeais de todo o mundo, que são os seus “consultores” para a reforma das estruturas da Igreja, reunião marcada para os inícios de outubro. E é, na verdade, a primeira grande mudança feita pelo Pontífice em relação à estrutura herdada de Bento XVI, além da nomeação do arcebispo Pietro Parolin como sucessor do Secretário de Estado do Papa Ratzinger, Tarcísio Bertone.

Como via de regra, nesses casos, não nos são informadas as motivações das mudanças, que são uma prerrogativa pontifícia. Mauro Piacenza começou a trabalhar na Congregação para o Clero em 1990, antes de ser nomeado Presidente da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais, e de voltar, depois, para o Clero, como Secretário, quando era prefeito o brasileiro Claudio Hummes, grande eleitor, segundo alguns, do Papa Francisco. Piacenza sucedeu Hummes em 2010, quando este se aposentou por idade.

Há alguns meses, a Congregação para o Clero assumiu também a tarefa de cuidar dos Seminários, e imediatamente tinham começado as visitas, em particular aos institutos romanos. A gestão destes últimos anos foi marcada pela publicação do nosso Diretório para os sacerdotes, com textos que, por ocasião do aniversário dos 50 anos do Concílio Vaticano II, tendiam a corrigir interpretações distorcidas, e por uma forte chamada a uma visão espiritual, mais que hierárquica e administrativa, da figura do sacerdote.

O cardeal Piacenza, originário de Genova, era muito estimado por Bento XVI e pelo seu Secretário de Estado, o cardeal Tarcísio Bertone, seja por suas notáveis capacidades de trabalho como pelo profundo conhecimento da “máquina” e dos problemas da Congregação, além de ser intérprete de uma linha eclesiástica atenta à tradição. O seu sucessor, Beniamino Stella, tem um curriculum “clássico”, típico de um diplomata: de 1987 a 2007 esteve em várias nunciaturas em todo o mundo, antes de ser chamado a Roma para ocupar-se da formação dos futuros embaixadores do Papa. Assim como o novo Secretário para o Sínodo, o arcebispo Lorenzo Baldisseri. A “mudança” faz pensar que Papa Francisco queira colocar homens “seus” em dois pontos que considera centrais para a sua futura ação.

Fonte: Fratresinunum.com

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