OS ERROS DA RCC

formação•Igreja2 meses atráspor MateusComentarEscrito por Mateus

Os gnósticos (e muitas correntes protestantes) dizem que Deus está dentro dos homens de forma imanente, (ou seja, Ele está tão presente que não pode sair jamais).Dizem que todos possuem naturalmente uma “semente divina” em seu interior. Assim, para despertar a fé no homem seria necessário uma “experiência pessoal” com a divindade, sem a qual ninguém pode se tornar verdadeiramente crente.O objetivo de tal experiência é “despertar” o “deus” que permanece “oculto na subconsciência”, para que ele possa produzir seus “frutos”.Já a Igreja Católica ensina que Deus não está de forma imanente no homem.

Ele vem se hospedar na alma da pessoa no dia de seu batismo, através da “graça santificante”.

Antes do batismo, o que possuímos em nossa natureza é a semente do pecado, pois está dito nos Salmos:

“Eis que fui concebido em iniqüidade, e minha mãe me concebeu no pecado” (Salmos, Cap. 50, v. 7).

Todo homem nasce com o pecado original, que causa uma grande desordem em sua natureza. O homem não tem semente divina em si. Quando nascemos somos escravos do pecado, e ainda não somos filhos de Deus.

Veja o que escreveu São João:

“Todo o que nasce de Deus, não comete pecado, porque a semente de Deus permanece nele, e não pode pecar porque nasceu de Deus. Nisto se distinguem os filhos de Deus dos filhos do demônio (I João cap. 1, v. 9-10).

Note bem, que São João diz que “todo o que nasce de Deus é que tem a semente divina”.

São João afirma que só tem a semente divina quem nasce de Deus.

Enquanto que os gnósticos afirmam que todo homem tem essa semente divina (o Vaticano II ensinou isso também, mas seus defensores dizem que a tal “semente divina” conciliar nada mais é do que a alma da pessoa. Porém, a Igreja nunca chamou alma de semente divina. E sempre recusou usar esta expressão por ser ela gnóstica).

São João afirma então que o homem batizado, que nasceu de Deus, que nasceu da água e do Espírito, isto é, o homem batizado e elevado à ordem sobrenatural é quem tem a semente de Deus, isto é, a graça de Deus.Por isso ele escreveu:“Mas a todos os que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que crêem em seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. (João cap. 1, v. 12-13).A filiação divina, que nos faz semelhantes a Deus, não provém da carne, isto é, da natureza, mas de Deus.

Por isso, nem todo homem é filho de Deus e semelhante ao Pai divino, como está dito no início do Evangelho de São João.

E foi por isso que Cristo ensinou que “quem crer e for batizado, será salvo” (S. Marcos, 16, 16).

Posteriormente ao batismo, Deus continua a habitar em nós, mas não de forma imanente. Segundo São João, quando pecamos mortalmente Deus nos abandona, não continuando a permanecer jamais em nós:

“Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é um assassino. E como sabeis, nenhum assassino tem a Vida Eterna permanecendo nele” (1 S. João, cap. 3, v. 14 e 15).

“Vós sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e sois vencedores do maligno. Não ameis o mundo e nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 carta de São João, cap. 2, 14 e 15).

Ora, até mesmo o novo catecismo de João Paulo II vem confirmar este ensinamento. Veja:

“O pecado mortal (…) acarreta a perda de caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no Inferno (…)” (1861).

“O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e consequentemente nos torna incapazes da vida eterna (…)” (1472).

ALGUNS PROBLEMAS QUE SURGEM NOS GRUPOS DE RENOVAÇÃO CARISMÁTICA

Trecho extraído do livro Parákletos

1. Emocionalismo: confundir fé com emoção;

2. Antiintelectualismo e pietismo: supor que basta a piedade e que não há necessidade de instrução na fé;

3. Gnosticismo: sentir-se “conhecedor das coisas divinas” e, portanto, perfeito, devido às “experiências” espirituais recebidas;

4. Iluminismo: aceitar a falsa pretensão de ser iluminado e guiado somente do alto;

5. Independência: ter a ilusão de depender unicamente do Espírito, sem estar sujeito em nada a qualquer autoridade, desconhecendo o carisma hierárquico da Igreja;

6. Imediatismo: esperar tudo de uma intervenção direta e milagrosa de Deus, ignorando o exercício dos meios e da prudência humana;

7. Fundamentalismo bíblico: tomar o texto da Escritura ao pé da letra, sem nenhuma norma de interpretação e aplicá-lo de imediato às circunstâncias presentes;

8. Elitismo: sentir-se superior, depreciar o que não é diretamente Renovação e criticar aqueles que não partilham as mesmas idéias;

9.Gula pseudo-espiritual: alimentar uma avidez demasiado humana de experiências espirituais que não passam de experiências psíquicas;

10. Carismania: reduzir a Renovação a uma carismania barata e perigosa;

11. Desconhecimento do Ecumenismo: crer ingenuamente que não há diferenças profundas entre católicos e outras expressões cristãs.

12. Alienação.

***

“Desde 1952 estive examinando também a fenomenologia pentecostal, e aproveitava as oportunidades que me eram oferecidas para observá-la, já que do ponto de vista psicológico, o que se via nos cultos pentecostais era muito parecido com o que acontecia nas sessões espíritas e nos terreiros umbandistas. Todos prometiam resolver os mil problemas da gente com a ajuda ou intervenção perceptível do além.” (KLOPPENBURG, BOAVENTURA, Parákletos: O Espírito Santo,ed. Vozes, 1998, p.148 -149)

Fonte: afeexplicada.wordpress.com

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