O Sermão do Anjo à Santa Brígida – Capítulo 18

  • O Sermão do Anjo à Santa Brígida – Capítulo 18 Data da Postagem: 13 dez 2013 | Autor: Ataíde | Comentários: 0 comentário
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    Bênção – A Paixão do FILHO da VIRGEM nos encomende às Mãos do Eterno PAI Altíssimo. Amém.

    Naquele mesmo tempo o FILHO DA VIRGEM tinha predito: “Procurar-ME-eis e não ME encontrareis”, a ponta de uma penetrante espada feriu cruelmente o coração da VIRGEM. Conforme a Sua Santa Vontade, o FILHO foi denunciado por um Discípulo traidor e pelos inimigos da verdade e da justiça, e por isso, uma espada de dor penetrou o coração e as entranhas da VIRGEM, transpassando cruelmente a Sua alma, introduzindo uma terrível dor em todos os membros de Seu Corpo.

    Na alma da VIRGEM esta espada entrava com a maior amargura, sempre que seu querido FILHO sofria padecimentos e opróbrios. Viu seu FILHO esbofeteado pelas mãos dos ímpios, açoitado cruel e impiedosamente, condenado a morte por juízes tendenciosos, infames e covardes, e conduzido com as mãos amarradas ao local de sua Paixão, no meio da zombaria e clamores do povo, que gritava:“Crucifica o traidor”. Em face de seus sofrimentos, ELE levava com debilidade a Cruz sobre os Seus ombros. Precedendo-LHE haviam outros dois também condenados e amarrados, os quais eram acompanhados pelos soldados que empurravam e chicoteavam todos eles, tratando com crueldade e ferocidade inclusive Àquele que era um manso cordeiro. Conforme profetizou Isaías: foram muitos os seus padecimentos e a maneira de um cordeiro ELE foi levado a morte, sem dar um gemido, sem uma queixa, em silêncio ao modo de uma ovelha diante do tosquiador. E da mesma forma, com os olhos cheios de lágrimas, Sua MÃE se mostrou uma mulher forte e corajosa, com imensa paciência sofria silenciosamente, presenciando todas aquelas abomináveis tribulações de Seu Querido FILHO.

    E da mesma maneira que o cordeiro acompanha a sua mãe aonde ela for, assim a VIRGEM MÃE seguia o seu FILHO conduzido aos lugares de tormentos. Mas a MÃE vendo o FILHO com uma coroa de espinhos cravada na cabeça, o rosto coberto de sangue, e as faces vermelhas e marcadas por fortes bofetadas, encheu-se de aflição e angústia, se sentindo enfraquecer o seu corpo e empalidecer as suas faces. Em face da flagelação o sangue corria pelo Corpo de JESUS, enquanto as lágrimas caudalosamente corriam dos olhos da VIRGEM. Depois, Ela ao ver o FILHO cruelmente estendido na cruz, as Suas remanescentes forças do corpo começaram a Lhe faltar. Ouvindo as marteladas, quando os cravos de ferro brutalmente trespassaram os pés e as mãos, dilacerando a carne e rebentando as veias de Seu FILHO, faltou-lhe então todos os sentidos e a VIRGEM prostrou-se no chão como morta. As Santas Mulheres Lhe ampararam e Lhe confortaram, enquanto os carrascos acabavam de pregar o Seu FILHO definitivamente a Cruz. Ao ver que os judeus davam de beber fel e vinagre a JESUS, a ansiedade do coração secou a Sua língua e o paladar, de modo que não podia mover os Seus benditos lábios para falar. E assim, angustiada, ouviu aquela Voz débil de Seu FILHO, dizendo suas últimas palavras. Tristemente ali permaneceu e viu, finalmente, ficarem enrijecidos todos os membros do Corpo de Seu Querido FILHO, ficando ELE totalmente impossibilitado de respirar, expirando na Cruz, inclinando a cabeça para frente. Então, uma cruel dor comprimiu o coração da VIRGEM, ficando paralisada diante de Seu FILHO morto, não podendo mover nem uma de suas articulações.

    E ali, junto a Cruz, interiormente dilacerada e inundada por imensas dores atrozes, permaneceu a MÃE vendo Seu FILHO morto, ensanguentado e coberto de chagas, crucificado entre dois ladrões, abandonado por quase todos que O conheciam, e depois, ser transpassado pela lança de um soldado para conferir a Sua morte.

    Assim, como Seu FILHO padeceu uma morte cruel e abominável sobre todos os aspectos, da mesma maneira a bendita alma de Sua MÃE sofreu. A Sagrada Escritura diz que a mulher de Finéias (1 Sam 4, 19-22) ao saber que a Arca de DEUS ficou em poder dos inimigos, morreu de repente com a veemência de seu pesar. Mas a dor desta mulher não podia se comparar com as dores da VIRGEM MARIA ao ver o Corpo de Seu bendito FILHO, repleto de chagas, denunciando o sofrimento de uma horrível e desumana crueldade. A VIRGEM amava o Seu FILHO, verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem, com o maior amor que se possa imaginar, bem acima do amor que qualquer mãe ama o seu filho.

    Desse modo, pode-se considerar como fato admirável a mulher de Finéias ter morrido de pesar, embora padecendo dores mais leves, e a VIRGEM MARIA ter sobrevivido apesar da morte de Seu FILHO e de ter sofrido muito mais! Ao pensar nesta realidade, somos forçados a compreender que a VIRGEM conservou a Sua vida contra todas as forças que queriam subjugar o Seu corpo, graças à intervenção Divina, por um dom especial de DEUS. Por último, ao morrer o FILHO DE DEUS o Céu se abriu, resgatando com o Seu poder Divino aos Seus amigos, detidos nos infernos. E refazendo-se de Sua amargura, a VIRGEM conservou a integridade de Sua fé e após a Ressurreição de JESUS, corrigiu a muitos que fraquejavam na fé e se afastavam da estrada estabelecida por JESUS.

    No Gólgota, após a morte de Seu FILHO, tiraram JESUS da Cruz e O envolveram num lençol de linho, para ser sepultado como qualquer outro cadáver e a seguir, todos se afastaram DELE, poucos acreditando que ELE ressuscitaria. Mas também desapareceram do Coração da MÃE todas as dores e aflições, e suavemente, começou a se renovar Nela o prazer do consolo, porque na realidade estavam completamente terminadas todas as tribulações de Seu FILHO. Por outro lado, Ela tinha a certeza fundamentada numa fé vigorosa que o SENHOR, com Sua Divindade e Humanidade, ia ressuscitar ao terceiro dia para a glória eterna, e que jamais poderia sofrer ou padecer qualquer dor ou alguma moléstia.

    Continua…

    Fonte: apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com

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