O papa Bento XVI corrigiu o Concílio Vaticano II! …

Igreja•Papa4 anos atráspor Amor Mariano1 ComentárioEscrito por Amor Mariano

Sandro Pelegrineti de Pontes

Pode parecer incrível, mas em pelo menos um ponto as ambigüidades do Concílio sofreram um duro golpe. O fato passou despercebido aos olhos da maioria das pessoas, mas após uma análise mais acurada não tem como ser negado.

Pois bem, ensinou o Concílio Vaticano II no número 08 da Lumen Gentium:
“(…) a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação (destaques meus)”. ->(http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html)

Ora, isto é um absurdo, pois somente se pode purificar aquilo que está impuro, maculado. Dizer que a Igreja precisa de purificação está errado. Mesmo sem explicitar a expressão “Igreja pecadora”, o concílio deixou entender que Ela o é, pois, repito, somente aquilo que está impuro pode ser purificado. Mas como nós sabemos, na carta aos Efésios São Paulo deixou bem claro que a Igreja foi deixada por Cristo sem mácula alguma, perfeita como o cordeiro santo. Dizer que a Igreja precisa de purificação é muito errado, para não dizer heterodoxo. Dá margem a conclusões que foram muito exploradas pelos inimigos da Igreja nas últimas décadas, que passaram a creditar à Igreja os pecados de seus filhos.

Pois bem, já no novo Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, promulgado há pouco tempo, percebemos que o Papa Bento XVI corrigiu este grave erro ensinado pelo Concílio Vaticano II. Sobre este assunto a questão é tratada da seguinte maneira, no número 165:
“Em que sentido a Igreja é santa? A Igreja é santa, porque Deus Santíssimo é o seu autor; Cristo entregou-se por ela, para a santificar e fazer dela santificadora; e o Espírito Santo vivifica-a com a caridade. Nela se encontra a plenitude dos meios de salvação. A santidade é a vocação de cada um dos seus membros e o fim de cada uma das suas atividades. A Igreja inclui no seu interior a Virgem Maria e inumeráveis Santos, como modelos e intercessores. A santidade da Igreja é a fonte da santificação dos seus filhos, que, aqui, na terra, se reconhecem todos pecadores, sempre necessitados de conversão e de purificação (destaques meus). ->(http://www.vatican.va/archive/compendium_ccc/documents/archive_2005_compendium-ccc_po.html)

Vejam a correção feita pelo Papa Bento XVI: na Lumen Gentium era a Igreja penitente e imperfeita quem busca purificação. Agora a mudança: Bento XVI proclama que são os fiéis pecadores quem tem de purificar-se, e não a Igreja, que para o papa é sempre santa e santificadora. Portanto, somos nós, os filhos da Igreja, os pecadores que precisamos ser purificados.

Em sua recente viagem tão abençoada ao Brasil, em discurso aos Bispos na Catedral de São Paulo (10/05/07) Bento XVI desmentiu o erro da igreja santa e pecadora lembrando que São Paulo escreveu que a Igreja é santa e incorruptível. Eis as palavras de Bento XVI nesse discurso: “Mas tende confiança: a Igreja é santa e incorruptível (cf. Ef 5,27). Dizia Santo Agostinho: “Vacilará a Igreja se vacila o seu fundamento, mas poderá talvez Cristo vacilar? Visto que Cristo não vacila, a Igreja permanecerá intacta até o fim dos tempos” (Enarrationes in Psalmos, 103,2,5; PL, 37, 1353.).

Portanto, é um erro grave dizer e uma contradição delirante ensinar que a Igreja é santa e pecadora. Ela é santa, santificadora e incorruptível.
Deus seja louvado, porque essa correção é também outro furo no balão do Concílio Vaticano II, provando que este concílio meramente pastoral, que recusou empregar o caráter da infalibilidade, ensinou sim uma doutrina totalmente estranha a doutrina de sempre da Igreja.

Com essa correção, quem poderá agora dizer que o Concílio Vaticano II não tem erros? Pelo menos um erro ele tem, e este já foi corrigido, o que demonstra a sua falibilidade. Claro que existem outros erros, que também serão corrigidos. Quando? Não o sabemos. Mas agora, com o papa Bento, isto deverá acontecer, ainda que lentamente.
Como diz o professor Orlando, podemos nos enganar sobre qual o papa que corrigirá os erros atuais, mas nunca de esperança. Bento XVI deu o primeiro passo, ao corrigir esta importante questão. E agora corrigiu o famoso subsistit. O resto, agora, será conseqüência desses princípios.
Quem viver, verá.

Viva o papa! Semper! Semper! Semper!
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Para citar este texto:
Sandro Pelegrineti de Pontes – “Papa Bento XVI corrige o Concílio Vaticano II”
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=bxvi_lg&lang=bra
Online, 22/09/2013 às 19:27h

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[box_info]Comentário Arnaldo Haas (www.recadosaarao.com.br)[/box_info]

Uma entidade não pode ser pecadora, sim os homens que a representam ou fazem parte dela. Uma entidade impura jamais poderia purificar alguém! E nunca santificar, portanto a Igreja Católica Apostólica Romana, Una é Santa e sempre Santa e santificadora, negar isso ou pregar contra isso é cair em heresia grave. Tal como Maria jamais foi tocada pelo pecado, exatamente porque não poderia ser tabernáculo do Deus Altíssimo, do Santo dos Santos se fosse tocada pela mancha do pecado, também assim a Igreja de Jesus não pode ser pecadora, sob pena de corromper o rebanho. Pecadores, em alta gravidade, são exatamente aqueles pregam esta falsa igreja pecadora, este templo humano, do homem deus, que eles estão erigindo.

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