Não à Comunhão a pecadores públicos.

  • Cardeal Burke: Não à Comunhão a pecadores públicos. Data da Postagem: 16 mai 2014 | Autor: Mateus | Comentários: 1 comentário
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    Por Noticias Globales – Mons. Juan Carlos Sanahuja | Tradução: Fratres in Unum.com– O Cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, em 3 de maio, em Roma, dirigindo-se aos líderes pró-vida reunidos para a IV Marcha pela Vida, voltou a insistir sobre a importância das condições para comungar, por parte daqueles que se dizem católicos e apoiam leis que contrariam a ordem natural.

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    O Cardeal Burke insistiu “no grave escândalo causado pelos legisladores, juízes e líderes políticos que professam ser católicos que se apresentam para receber a Sagrada Comunhão e, ao mesmo tempo, apoiam e inclusive promovem leis que violam a lei moral em seus aspectos mais fundamentais”.

    Acrescentou o Cardeal que “a disciplina da Igreja, desde os tempos de São Paulo, advertiu àqueles que obstinadamente persistam em um manifesto pecado grave que não recebam a Sagrada Comunhão. Esta disciplina não é um castigo, mas o reconhecimento da condição objetiva da alma da pessoa envolvida nesse pecado. Impede-lhes de cometer sacrilégio, por violar a santidade incomparável do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, e salvaguarda a comunidade cristã e a comunidade em geral do escândalo que pode levar a crer que a violação da lei moral, por exemplo, no que se refere à dignidade inviolável da vida humana, a integridade do matrimônio e da família, e a liberdade de consciência, não constituem um grave pecado e não rompem a comunhão com o Senhor”.

    A Nova Evangelização

    Em sua exposição, o Cardeal Burke se referiu também à nova evangelização.

    “O grau de secularismo a que o Papa Paulo VI se referiu, com preocupação, em 1975, continua aumentando exponencialmente, em parte devido a um grave empobrecimento ou mesmo falta de uma adequada catequese na Igreja, durante as últimas quatro décadas”.

    “O Papa João Paulo II se referiu à crescente gravidade dessa situação com vigor inquebrantável. O pontificado de João Paulo II pode ser descrito, com razão, como um chamado consciente a reconhecer o desafio da Igreja a ser fiel a sua missão divina em uma sociedade completamente secularizada, respondendo ao desafio por meio de uma nova evangelização. Uma nova evangelização que consiste no ensinamento da fé através da pregação, da catequese e de todas as formas da educação católica. Na celebração da fé nos sacramentos, na oração, na devoção e na vivência da fé pela prática das virtudes; tudo como se fosse pela primeira vez, isto é, com o compromisso e a energia dos primeiros discípulos e dos primeiros missionários”.

    Documento dos líderes pró-vida

    Ao concluir o Encontro Internacional dos 56 líderes pró-vida de 16 países ali presentes, publicou-se a seguinte petição dirigida a todos os bispos:

    “Reunidos pela primeira vez em Roma para compartilhar as estratégias internacionais para a defesa e promoção do direito à vida, nós, representantes de mais de 50 organizações pró-vida do mundo, fazemos um chamado aos bispos católicos, para que a Misericórdia atue também para com os políticos que, formando parte da Igreja, sejam a favor do aborto.

    Tendo em conta que:

    – São Paulo escreveu, no capítulo 11 da primeira Carta aos Coríntios: “quem come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe sua própria condenação (I Cor 11, 29);

    – o Canon 915 do Código de Direito Canônico afirma que os que “obstinadamente perseveram em um pecado manifesto” não devem “ser admitidos à Sagrada Comunhão”;

    – o então Cardeal Joseph Ratzinger escreveu uma carta em 2004 aos bispos americanos, intitulada “Dignidade para receber a Sagrada Comunhão”, que a um político católico que vote em favor de leis tolerantes com o aborto e a eutanásia se “deve” negar a Comunhão, depois de ter sido devidamente instruído e advertido;

    – recebendo a Sagrada Comunhão, estes políticos católicos poderiam crer que estão espiritualmente sãos e, portanto, não ter necessidade da “correção fraterna”;

    – admitir à Sagrada Comunhão políticos que são favoráveis ao aborto é causa de escândalo para os demais fiéis, porque leva a crer que o aborto não é um pecado muito sério, portanto, prejudica o testemunho cotidiano e convicto dos que apoiam a vida;

    – ver-se impedido de aceder à Sagrada Comunhão é um alarme que pede o retorno a uma autêntica vida de fé;

    – não é misericordioso permitir a nossos irmãos, que vivem obstinada e publicamente no pecado, permanecer nele sem ser advertidos;

    Os abaixo assinantes pedimos aos bispos católicos que não admitam à Sagrada Comunhão os políticos favoráveis ao aborto, como sinal de amor para com eles mesmos”.

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