Missa na Catedral de Ribeirão Preto com baldes e garrafas d’água para pedir chuva

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A falta de chuva e o período de seca prolongada – que já dura mais de um mês – na região de Ribeirão Preto (SP) estão causando tantos transtornos, que fieis da igreja católica decidiram recorrer aos céus e pedir ajuda para os santos. Nesta sexta-feira (29), foi celebrada uma missa especial na Catedral de São Sebastião, cujo objetivo era rogar, aos pés do santo, para que haja chuvas.

O encontro religioso mesclou orações comuns a todas as missas com momentos em que a atenção estava totalmente na necessidade de chuva. “Já estamos todos desesperados. É muito calor, muita falta de água, que está dificultando tudo. A gente precisa muito de chuva”, reclamou a dentista Marina Vieira Borges, que foi uma das primeiras a chegar. Ela ainda garantiu que já alcançou muitas graças através da Catedral e que tem certeza que conseguirá mais essa.

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No total, cerca de 200 pessoas se reuniram na igreja, acreditando que a fé conseguirá trazer um pouco de umidade para a cidade. “Toda oração é bem-vinda, principalmente nessa ocasião que estamos sofrendo tanto com a seca. E os nossos santos são nossos intercessores. O nosso Deus é misericordioso e ele vai nos atender”, afirmou a professora aposentada, Angelina Gasparotti, elogiando a iniciativa da paróquia.

Durante a celebração, os fieis rezaram uma “oração para pedir chuva”, realizada pela primeira vez pelo Papa Paulo VI. “Ele fez essa oração em um período de muita estiagem na Europa, em que também faltou água”, contou o padre Francisco Moussa, mais conhecido como padre Chico. Ele foi o responsável por idealizar e celebrar a missa.

Pedido

Segundo ele, a ideia surgiu depois que inúmeras pessoas, principalmente das regiões rurais, manifestaram a vontade de oferecer orações especialmente para trazer chuvas à região. “Essa missa foi um pedido dos fieis, até mesmo porque é uma tradição antiga da nossa igreja, em que as famílias do interior sempre fizeram esse apelo de pedido de chuva, até mesmo para o combate da seca e da estiagem”, explicou.

Ritual

De acordo com essa tradição, pessoas se reuniam próximas a imagem de Cristo crucificado e molhavam sua base, pedindo por chuvas. O ritual foi simbolizado durante o culto, quando garrafas de água foram colocadas sob a cruz, uma vez que não seria inviável molhar a igreja.

Esse cerimonial era seguido pela família da aposentada Maria Terezinha Ferrarezi Nascimento, que se lembra com muitos detalhes desses momentos de fé. “No meio do cafezal, as pessoas iam descalças e carregando um litro de água pura até a cruz, e jogava aquela água no pé da cruz. Quando voltavam tinha chuva”, contou.

Tendo visto o “milagre”, Maria afirmou que quase pediu para alguém tomar essa iniciativa e que foi à missa com a certeza de que os resultados serão positivos. “Sempre funcionavam, porque depende da fé na pessoa, e naquela época elas tinham muita. (…) Então o povo tem que acreditar. Não é só pedir, é acreditar“, ressaltou.

Aos pés do santo

A cerimônia foi finalizada com os fiéis derramando água aos pés da imagem de São Sebastião, na praça em frente à Catedral. Com garrafas de água, trazidas de casa ou compradas na própria igreja, além de baldes enchidos por voluntários da sacristia, os pés do santo protetor da agricultura foram lavados, ao mesmo tempo em que continuavam sendo entoadas orações.

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Em um momento mais descontraído, mas também de muita fé, o padre abençoou as pessoas, jogando água em suas cabeças com o auxílio de um regador.

A iniciativa, da própria Paróquia de São Sebastião, consiste em uma série de três missas. Caso chova antes que todas sejam realizadas, padre Chico já advertiu que o programa continua, mas, ao invés de pedir, todos agradecerão a graça alcançada. Os demais cultos acontecem nas próximas sextas-feiras, sempre ao meio-dia.

Momento de conscientização
Ainda dentro da igreja, o Padre Chico aproveitou para dizer algumas palavras buscando conscientizar as pessoas sobre a necessidade de conservar a água, inclusive fazendo todos refletirem sobre as razões que levaram a falta deste recurso. “Será que o problema não está no uso? Será que não chegou a hora de desenvolvermos em nós uma ética de preservação”, questionou.

Em seguida, lembrou-se da importância da água, tanto para o corpo quanto para a alma. E depois de falar do momento de purificação do banho, brincou “mas banho rápido. Porque demorado é desperdiçar água”.

Fonte: G1

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Por Dilson Kutscher

A maior seca acontece no coração dos homens e reflete nas fontes de água da Terra.

Diz na Sagrada Escritura:

“Muito tempo guardei o silêncio, permaneci mudo e me contive. Mas agora grito, como mulher nas dores do parto; minha respiração se precipita.
Vou devastar montanhas e colinas, secar toda a vegetação, transformar os cursos de água em terras áridas, e fazer secar os tanques”. (Isaias 42)

“O quarto derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com o fogo. E os homens foram queimados por grande calor, e amaldiçoaram o nome de Deus, que pode desencadear esses flagelos; e não quiseram arrepender-se e dar-lhe glória”. (Apocalipse 16, 8 -9)

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro animal clamar: Vem! E vi aparecer um cavalo preto. Seu cavaleiro tinha uma balança na mão. Ouvi então como que uma voz clamar no meio dos quatro Animais: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; mas não danifiques o azeite e o vinho!” (Apocalipse 6, 5-6)

“Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz”. (Apocalipse 12, 2)

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