manda embora o seu médico particular.

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Dispensado sem aviso prévio o médico pontifício que apoiou a canonização de Wojtyla. Antes disso, já havia mandado embora o chefe da Guarda Suíça.

Por Sergio Rame – Il Giornale | Tradução: FratresInUnum.com– Papa Francisco demitiu, sem nenhum aviso prévio, Patrizio Polisca, o cardiologista de confiança do papa emérito Bento XVI.

O episódio, ainda não oficializado, mas já publicado pelo sítioItaliaOggi, poderia parecer insignificante, mas tem consequências politicas importantes dentro dos muros do Vaticano. Bergoglio, que desde os primeiros instantes mudou a direção do papado, fez saltar numerosas cabeças a fim de modificar radicalmente a linha apostólica. No entanto, algumas dessas parecem injustificadas aos olhos do próprio Ratzinger. E a demissão do protomédico, que desde julho de 2010 é também diretor dos Serviços de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano, é somente a última em termos cronológicos.

Foi no ano de 1986 que Renato Buzzonetti, o protomédico que cuidou do papa João Paulo II até o seu último momento, quis Polisca no Vaticano. Havia muito tempo era o seu braço direito. Tanto que desempenhou um papel central no processo de canonização de Wojtyla, presidindo a comissão científica que reconheceu como milagre a cura obtida invocando o papa polonês. No ItaliaOggi, Jasmine Foschi revela sem muito pesar as palavras que “o torpedeamento inesperado da parte de Bergoglio” deixa perplexo o papa Ratzinger, “tanto mais porque não parece haver um motivo para essa demissão”.

A demissão de Polisca não é certamente a primeiro intervenção de Begoglio sobre o “pessoal” da Santa Sé. Tão logo se tornou papa, ele mandou muitas pessoas embora. Em alguns casos, no entanto, a demissão parece ser imotivada. Um destes é o do Chefe da Guarda Suíça, o coronel Daniel Rudof Anrig, que Bergoglio demitiu (sem qualquer explicação) no fim de novembro de 2014.

“Decidi desse modo – ter-lhe-ia dito papa Francisco em audiência privada –, não tenho nenhuma intenção de motivar ou de retornar ao assunto”.

Até hoje não achou um novo trabalho. “Os mistérios daquela demissão – observa Foschi – pesam, lançando sobre o seu rico currículo sombras que parecem ter-se tornado obstáculos intransponíveis”.

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