mais de 3000 religiosos deixam a vida consagrada a cada ano

  • Oficial da cúria: mais de 3000 religiosos deixam a vida consagrada a cada ano Data da Postagem: 30 out 2013 | Autor: Ataíde | Comentários: 0 comentário
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    Amor Mariano:E ainda acham que está tudo normal, que tudo vai as mil maravilhas… Rezemos pois as tropas estão alinhadas..

    Por Catholic Culture | Tradução: Fratres in Unum.com – O Secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica afirmou, em uma conferência em 29 de outubro, que mais de 3000 religiosos e religiosas deixam a vida consagrada a cada ano.

    No discurso — cujo excerto foi publicado em L’Osservatore Romano –, Dom José Rodríguez Carballo declarou que as estatísticas de sua Congregação, bem como as da Congregação para o Clero, indicam que nos últimos 5 anos, 2624 religiosos deixaram a vida consagrada anualmente. Quando se leva em consideração casos adicionais geridos pela Congregação para a Doutrina da Fé, o número supera 3000.

    O prelado, que governou a Ordem dos Frades Menores de 2004 até a sua nomeação para a cúria em 2013, disse que a maioria dos casos ocorre em uma “idade relativamente jovem”. As causas, afirmou, incluem a “ausência de vida espiritual”, “a perda do sentido de comunidade” e a “perda de sentido de pertença à Igreja” — uma perda manifestada na divergência em relação ao ensinamento católico sobre “o sacerdócio feminino e a moralidade sexual”.

    Outros casos incluem “problemas afetivos”, inclusive relações heterossexuais que prosseguem em casamentos e relações homossexuais, que são “mais claros em homens, mas também presentes, mais do que se imagina, entre mulheres”.

    O mundo, continua o prelado, passa por profundas mudanças da modernidade à pós-modernidade — de pontos fixos de referência à incerteza, dúvida e insegurança. Em um mundo voltado para o mercado, “tudo é medido e avaliado conforme a utilidade e a lucratividade, inclusive pessoas”. É “um mundo onde tudo é suave”, onde “não há lugar para sacrifício nem renúncia”.

    Em uma cultura de neo-individualismo e subjetivismo, acrescentou, “o indivíduo é a medida de tudo”, e as pessoas se sentem “únicas por excelência”. ”O homem moderno fala demais”, mas “não pode comunicar com profundidade”.

    A solução, disse, é uma atenção renovada à centralidade do Deus Uno e Trino na vida religiosa, que, por sua vez, “traz consigo o dom de si mesmo aos outros”. Deve haver uma clara ênfase na “natureza radical do Evangelho”, e não no “número de membros ou na manutenção das obras”.

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