Liturgia Diária – 24/07/2013, Santa Cristina

  • Liturgia Diária – 24/07/2013, Santa Cristina Data da Postagem: 24 jul 2013 | Autor: Ataíde | Comentários: 0 comentário
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    Quarta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

    Santa Cristina, religiosa, +1224

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    Nascida de família aldeã, em Brusthem, na diocese de Liege, cerca do ano de 1150, Cristina ficou órfã aos quinze anos. Os fatos que a seu respeito narram o dominicano Tomás de Cantimpré (+ 1270) e o cardeal Tiago de Vitry não merecem grande crédito mas compõem a sua lenda.
    Tomás de Cantimpré, antigo professor de Teologia em Lovaina, afirma narrar o que ouviu da boca dos que a conheceram, mas mostra-se demasiado crédulo. Quanto a Tiago de Vitry, trata-se de cronista sério que afirma ter conhecido Cristina pessoalmente. «Deus operou nela, escreve, coisas verdadeiramente maravilhosas. Já estava morta há muito tempo, mas conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer o seu Purgatório cá na terra. Desta forma sujeitou-se a mortificações inauditas, ora rolando-se por cima do fogo, ora permanecendo nos túmulos dos mortos. Acabou por ser favorecida com graças sublimes e gozar duma paz profunda. Muitas vezes, transportada em êxtase, levou as almas dos mortos para o Purgatório e outras vezes tirou-as do Purgatório para as levar para o Paraíso».

    Cristina tinha pouco mais de vinte anos quando «morreu» pela primeira vez. Durante a missa de Requiem, levantou-se do caixão e subiu até à abóbada da igreja, tal era o desgosto que lhe causava a presença dos pecadores que assistiam às cerimônias. Logo que desceu, afirmou que tinha ido ao inferno, onde encontrara muitas pessoas conhecidas; a seguir, ao purgatório, onde ainda encontrara mais; e por fim ao paraíso, donde Deus lhe permitiu que regressasse à terra a fim de orar e sofrer pelos fiéis defuntos.

    A sua existência passou-se no meio de milagres e fenômenos misteriosos. O odor do pecado repugnava-lhe por tal forma que só depois de algum tempo conseguia suportar o contato com os seus semelhantes. Acabou os seus dias cerca do ano de 1224, no convento de Santa Catarina, em Saint-Troud, cuja superiora declarou ter sido Cristina sempre duma submissão perfeita. (cf. www.portalcatolico.org.br)

    Livro de Êxodo 16,1-5.9-15.

    Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel partiram de Elim e chegou ao deserto de Sin, Elim e o Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês, após a sua saída da terra do Egito.
    Toda a comunidade dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto.
    Os filhos de Israel disseram-lhes: «Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos descansados junto da panela de carne, quando comíamos com fartura! Mas vós fizestes-nos sair para este deserto para fazer morrer de fome toda esta assembleia!»
    O Senhor disse a Moisés: «Eis que vou fazer chover do céu pão para vós. O povo sairá e recolherá em cada dia a porção de um dia. Isto é para o pôr à prova e ver se andará, ou não, na minha lei.
    No sexto dia, quando prepararem o que tiverem trazido, haverá o dobro daquilo que recolhem em cada dia.»
    Moisés disse a Aarão: «Diz a toda a comunidade dos filhos de Israel: ‘Aproximai-vos do Senhor, porque Ele ouviu as vossas murmurações.’»
    Enquanto Aarão falava a toda a comunidade dos filhos de Israel, eles voltaram-se para o deserto, e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem.
    O Senhor falou a Moisés, dizendo:
    «Ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: ‘Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã saciar-vos-eis de pão, e conhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus.’»
    À tardinha caíram tantas codornizes que cobriram o acampamento, e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento.
    A camada de orvalho levantou, e eis que à superfície do deserto havia uma substância fina e granulosa, fina como geada sobre a terra.
    Os filhos de Israel viram e disseram uns aos outros: «Que é isto?», pois não sabiam o que era aquilo. Disse-lhes Moisés: «Isto é o pão que o Senhor vos deu para comer.

    Livro de Salmos 78(77),18-19.23-24.25-26.27-28.

    Provocaram a Deus em seus corações,
    reclamando manjares, segundo os seus apetites.
    Murmuraram contra Ele, dizendo:
    «Será Deus capaz de nos preparar a mesa no deserto?»

    Logo deu ordens às nuvens,
    e abriram-se as portas do céu.
    Fez descer o maná para comida,
    dando-lhes do trigo dos céus.

    Comeram todos o pão dos fortes;
    enviou-lhes comida em abundância.
    Fez soprar dos céus o vento leste
    e, com o seu poder, fez vir o vento sul.

    Fez chover do céu carne como grãos de poeira,
    e aves tão numerosas como as areias do mar.
    Fê-las cair no meio do acampamento,
    ao redor das suas tendas.

    Evangelho segundo S. Mateus 13,1-9.

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    Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se à beira-mar.
    Reuniu-se a Ele uma tão grande multidão, que teve de subir para um barco, onde se sentou, enquanto toda a multidão se conservava na praia.
    Jesus falou-lhes de muitas coisas em parábolas: «O semeador saiu para semear.
    Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho: e vieram as aves e comeram-nas.
    Outras caíram em sítios pedregosos, onde não havia muita terra: e logo brotaram, porque a terra era pouco profunda;
    mas, logo que o sol se ergueu, foram queimadas e, como não tinham raízes, secaram.
    Outras caíram entre espinhos: e os espinhos cresceram e sufocaram-nas.
    Outras caíram em terra boa e deram fruto: umas, cem; outras, sessenta; e outras, trinta.
    Aquele que tiver ouvidos, ouça!»

    Comentário do dia
    Isaac, o Sírio (século VII), monge perto de Mossul
    Discursos ascéticos, série 1, nº 32

    «Cem por um»

    Da mesma forma que todo o poder das leis e dos mandamentos que Deus deu aos homens se realiza na pureza de coração, como disseram os Padres, assim todos os modos e todas as formas pelas quais o homem reza a Deus se concretizam na oração pura. Os gemidos, as prosternações, as súplicas, as lamentações, todas as formas de que se pode revestir a oração têm na verdade como objectivo a oração pura. […] A reflexão deixa de ter algo que a sustente: nem oração, nem movimento, nem lamentação, nem poder, nem liberdade, nem súplica, nem desejo, nem prazer naquilo que espera nesta vida ou no mundo que há-de vir; depois da oração pura, já não há outra oração. […] Acima desse limite, já não é oração, é maravilhamento: a oração cessa e começa a contemplação. […]

    A oração é a semente, a contemplação e a recolha dos frutos. O semeador maravilha-se ao ver o inexprimível: como é que, a partir dos pequenos grãos nus que semeou, brotam subitamente diante de si espigas florescentes? A vista da colheita tolhe-lhe os movimentos. […]

    Do mesmo modo que só um homem em mil cumpre menos mal os mandamentos e as coisas da Lei e consegue atingir a pureza da alma, assim também só um em mil é digno de atingir com muita vigilância a oração pura, de atravessar o limite e de descobrir este mistério. Pois não é dado a muitos mas a poucos conhecer a oração pura.

    Fonte: evangelhoquotidiano.org

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