Liturgia Diária – 22/06/2013, S. Thomas More

  • Liturgia Diária – 22/06/2013, S. Thomas More Data da Postagem: 22 jun 2013 | Autor: Ataíde | Comentários: 1 comentário
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    Sábado da 11ª semana do Tempo Comum

    S. Thomas More (leigo mártir, +1535)

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    Inglês, nascido em 1477, foi decapitado em Londres, por ordem de Henrique VIII pela sua fidelidade à Sé apostólica romana. Estudou na Universidade de Oxford. Era de carácter extremamente simpático. De honrada burguesia, filho de um juiz. Foi pajem do arcebispo de Cantuária. Pai de família, teve um filho e três filhas. Era jurista e amigo de Erasmo, que lhe dedicou a sua obra-prima: “O Elogio da loucura”. Foi nomeado chanceler do Reino.

    Deixou várias obras escritas, versando sobre negócios civis e liberdade religiosa. A sua obra mais conhecida intitula-se “A Utopia” (vocábulo grego que significa: em parte nenhuma).

    Opôs-se duramente ao divórcio de Henrique VIII, que desejava anular seu primeiro casamento a fim de casar-se com Ana Bolena. Recusou-se a comparecer aos cerimoniais de coroação da nova rainha. Por ordem do rei, foi preso e lançado na Torre de Londres. Na prisão escreveu Diálogo do Conforto nas Tribulações.

    Mesmo condenado à forca, não perdeu o seu peculiar bom humor cristão, sua naturalidade e simplicidade. No dia da execução, pediu ajuda para subir ao cadafalso. E disse ao povo: “Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo”. E abraçando o carrasco, disse: “Coragem, amigo, não tenhas medo! Mas como tenho o pescoço muito curto, atenção! Está nisso a tua honra!” E pediu para que não lhe estragasse a barba, porque ela, ao menos, não cometera nenhuma traição. Morreu no dia 6 de Julho de 1535. Foi beatificado em 1886 por Leão XIII e canonizado em 1935 por Pio XI.

    2ª Carta aos Coríntios 12,1-10.

    Irmãos: É necessário que me glorie? Na verdade, não convém! Apesar disso, recorrerei às visões e revelações do Senhor.
    Sei de um homem, em Cristo, que, há catorze anos ignoro se no corpo ou se fora do corpo, Deus o sabe! foi arrebatado até ao terceiro céu.
    E sei que esse homem ignoro se no corpo ou se fora do corpo, Deus o sabe!
    foi arrebatado até ao paraíso e ouviu palavras inefáveis que não é permitido a um homem repetir.
    Desse homem gloriar-me-ei; mas de mim próprio não me hei-de gloriar, a não ser das minhas fraquezas.
    Decerto, se quisesse gloriar-me, não seria insensato, pois diria a verdade. Mas abstenho-me, não vá alguém formar de mim um juízo superior ao que vê em mim ou ouve dizer de mim.
    E porque essas revelações eram extraordinárias, para que não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me ferir, a fim de que não me orgulhasse.
    A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.
    Mas Ele respondeu-me: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» De bom grado, portanto, prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.
    Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.

    Livro de Salmos 34(33),8-9.10-11.12-13.

    O anjo do Senhor protege os que O temem
    e defende-os dos perigos.
    Saboreai e vede como o Senhor é bom:
    feliz o homem que nele se refugia.

    Temei o Senhor, vós os seus fiéis,
    porque nada falta aos que O temem.
    Os poderosos empobrecem e passam fome,
    aos que procuram o Senhor não faltará riqueza alguma.

    Vinde, meus filhos, escutai-me:
    vou ensinar-vos o temor do Senhor.
    Qual é o homem que não ama a vida
    e não deseja longos dias de prosperidade?

    Evangelho segundo S. Mateus 6,24-34.

    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»
    «Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido?
    Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
    Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?
    Porque vos preocupais com o vestuário? Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam!
    Pois Eu vos digo: Nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles.
    Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será lançada ao fogo, como não fará muito mais por vós, homens de pouca fé?
    Não vos preocupeis, dizendo: ‘Que comeremos, que beberemos, ou que vestiremos?’
    Os pagãos, esses sim, afadigam-se com tais coisas; porém, o vosso Pai celeste bem sabe que tendes necessidade de tudo isso.
    Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo.
    Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.»

    Comentário do dia

    Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos jesuítas
    Exercícios espirituais, 233-234

    «Tudo vos será dado por acréscimo»

    Contemplação para alcançar o amor:

    É melhor frisar primeiro que […] o amor consiste numa comunicação mútua. Isto é, o amante dá e comunica o seu bem ao amado […]; e da mesma forma, ao revés, o amado ao amante. […]

    Como preâmbulo, pedir o que pretendo. Neste caso, pedir o conhecimento interior de todos os bens recebidos, para que, reconhecendo-os plenamente, possa amar e servir totalmente Sua Divina Majestade.

    O primeiro ponto é trazer à memória as bênçãos recebidas: criação, redenção e dons particulares. Pesar com muito amor quanto Deus Nosso Senhor fez por mim, quanto me deu do que é seu; depois, que o Senhor deseja dar-Se a mim tanto quanto pode e segundo o seu divino desejo. Reflectir então em mim próprio e considerar racionalmente e com justiça que devo, por meu turno, oferecer e dar a Sua Divina Majestade todos os meus bens e eu próprio com eles, como alguém que faz uma oferta num grande amor: «Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade, tudo o que tenho, tudo o que possuo. Vós mo destes, a Vós, Senhor, o restituo. Tudo é Vosso, disponde segundo a vossa inteira vontade. Dai-me o vosso amor e a vossa graça, que isso me basta.»

    Fonte: evangelhoquotidiano.org

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