Liturgia Diária – 21/10/2013, Santa Úrsula e companheiras

Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum

Santa Úrsula e companheiras, virgens, mártires, séc. IV

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Segundo a lenda teria sido martirizada em Colônia, na companhia de 11 meninas, por se ter recusado a casar com o rei dos Hunos. Da má leitura duma inscrição, as 11 mártires virgens passaram a ser conhecidas como As Onze Mil Virgens. É padroeira de Colônia.

Segundo a tradição, o corpo de Santa Auta, uma das companheiras mártires, teria vindo para Lisboa no século XVI.

[box_info]Carta aos Romanos 4,20-25.[/box_info]

Irmãos: Diante da promessa de Deus, não duvidou por falta de fé. Pelo contrário, tornou-se mais forte na fé e deu glória a Deus,
plenamente convencido de que Ele tinha poder para realizar o que tinha prometido.
Esta foi exactamente a razão pela qual isso lhe foi atribuído à conta de justiça.
Não é só por causa dele que está escrito foi-lhe atribuído,
mas também por causa de nós, a quem a fé será tida em conta, nós que acreditamos naquele que ressuscitou dos mortos Jesus, Senhor nosso,
entregue por causa das nossas faltas e ressuscitado para nossa justificação.

[box_info]Evangelho segundo S. Lucas 1,69-70.71-72.73-75.[/box_info]

O Senhor nos deu um Salvador poderoso,

na casa de David, seu servo,
conforme prometeu pela boca dos seus santos,
os profetas dos tempos antigos;

para nos libertar dos nossos inimigos
e das mãos de todos os que nos odeiam;
para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais,
recordando a sua sagrada aliança;

O juramento que fizera a Abraão, nosso pai,
que nos havia de conceder esta graça:
de o servirmos um dia, sem temor,
livres das mãos dos nossos inimigos,

em santidade e justiça, na sua presença,
todos os dias da nossa vida.

[box_info]Evangelho segundo S. Lucas 12,13-21.[/box_info]

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Naquele tempo, alguém do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo.»
Ele respondeu-lhe: «Homem, quem me nomeou juiz ou encarregado das vossas partilhas?»
E prosseguiu: «Olhai, guardai-vos de toda a ganância, porque, mesmo que um homem viva na abundância, a sua vida não depende dos seus bens.»
Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita.
E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: ‘Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?’
Depois continuou: ‘Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.
Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.’
Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?’
Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»

Comentário do dia
Isaac, o Sírio (século VII), monge perto de Mossul
Discursos ascéticos, 1ª série, nº 38

«Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida»

Senhor, torna-me digno de desprezar a minha vida pela vida que há em Ti. A vida neste mundo parece-se com aqueles que se servem das letras para formar palavras, acrescentando, truncando e mudando as letras a seu bel-prazer. Mas a vida do mundo que há-de vir parece-se com aquilo que está escrito sem o menor erro nos livros selados com o selo real, onde nada há a acrescentar e onde nada falta. Portanto, enquanto estivermos no meio da mudança, estejamos atentos as nós próprios. Enquanto tivermos poder sobre o manuscrito da nossa vida, sobre aquilo que escrevemos com as nossas mãos, esforcemo-nos por lhe acrescentar o bem que fazemos e apagar os defeitos da nossa conduta anterior. Enquanto estivermos neste mundo, Deus não coloca o seu selo, nem sobre o bem nem sobre o mal; só o fará na hora do nosso êxodo, quando a obra estiver acabada, no momento da partida.

Como disse Santo Efrém, é preciso considerar que a nossa alma é como um navio, pronto para a viagem, mas que não sabe quando virá o vento; ou como um exército, que não sabe quando vai soar a trombeta, anunciando o combate. Se ele fala assim do navio ou do exército, que esperam uma coisa que talvez nem chegue, como não teremos nós de nos preparar com antecedência, antes que esse dia venha de modo brusco, que seja lançada a ponte e se abra a porta do mundo novo! Possa Cristo, o Mediador da nossa vida, permitir que estejamos preparados.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

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