Liturgia Diária – 20/06/2013, Beato Francisco Pacheco

Quinta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

Beato Francisco Pacheco, presbítero e mártir, +1626

Nasceu em Ponte de Lima em 1565. Sobrinho de um mártir do Japão, ficou de tal forma entusiasmado com a história do tio que fez voto de ser também mártir, tendo apenas 10 anos. No entanto, já tinha vinte anos quando entrou para a Companhia de Jesus, tendo sido ordenado sacerdote em Goa. Em 1604 já estava no Japão, donde teve de fugir duas vezes devido ao clima de perseguição que aí se vivia. Acabou por ser feito prisioneiro e levado para Nagasaqui, onde foi queimado vivo em 1626. Com ele, morreram mais dois padres jesuítas, alguns catequistas, três famílias acusadas de o terem acolhido e ainda um menino chamado Luís.

Numa das suas últimas cartas escrevia: “Estamos todos já muito cansados e cortados, dos trabalhos desta perseguição; porém, as esperanças de nos caber alguma boa sorte de martírio nos animam e fazem continuar e fazer da fraqueza forças, esperando nessa hora em que nos caiba a ditosa sorte”.

2ª Carta aos Coríntios 11,1-11.


Irmãos: Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte! Mas, de certo, ma suportareis.
Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, pois vos desposei com um único esposo, Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Mas receio que, como a serpente seduziu Eva com a sua astúcia, os vossos pensamentos se deixem corromper, desviando-se da simplicidade que é devida a Cristo.
Pois de boamente aceitais alguém que surge a pregar-vos outro Jesus diferente daquele que nós pregámos, ou acolheis um espírito diferente daquele que recebestes, ou um Evangelho diverso daquele que abraçastes.
Ora, eu penso que em nada sou inferior a esses superapóstolos.
E embora seja menos perito na palavra, não o sou, certamente, na ciência. Em tudo e de todas as maneiras vo-lo temos demonstrado.
Porventura cometi alguma falta, ao humilhar-me para vos exaltar, quando vos anunciei gratuitamente o Evangelho de Deus?
Despojei outras igrejas, recebendo delas o sustento para vos servir,
e encontrando-me necessitado no meio de vós, não fui pesado a ninguém, pois os irmãos vindos da Macedónia é que proveram às minhas necessidades. Em tudo me guardei de vos ser molesto e continuarei a fazê-lo.
Pela verdade de Cristo que está em mim, não me será tirado este motivo de glória nas regiões da Acaia.
E porquê? Porque não vos amo? Deus o sabe!

Livro de Salmos 111(110),1-2.3-4.7-8.

Louvarei o Senhor de todo o coração,

no conselho dos justos e na assembleia.
Grandes são as obras do Senhor,
dignas de meditação para quem as ama.

As suas obras têm majestade e esplendor;
a sua justiça permanece para sempre.
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é bondoso e compassivo;

As obras das suas mãos são rectas e justas,
são imutáveis todos os seus preceitos.
Foram estabelecidos pelos séculos dos séculos
e baseiam-se na verdade e na rectidão.

Evangelho segundo S. Mateus 6,7-15.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:« Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.

Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:’Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’ Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»

Comentário do dia

São Francisco de Assis (1182-1226), fundador da Ordem dos Frades Menores
Paráfrase ao Pai Nosso

«Eu sou o pão da vida» (Jo 6,35)

«O pão nosso de cada dia nos dai hoje»,
teu dilecto Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
para que melhor possamos lembrar,
compreender e venerar
o amor que teve por nós,
e tudo o por nós disse, fez e sofreu.

«Perdoai as nossas ofensas»
por tua inexprimível misericórdia,
por virtude da Paixão do teu bem-amado Filho,
pelos méritos e intercessão da Virgem Maria
E de todos os teus santos.

«Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido»
e o que não conseguimos perdoar plenamente
faz, Senhor, que plenamente perdoemos;
e que por amor a Ti amemos de verdade os inimigos,
que junto a Ti consigamos interceder com sinceridade por eles;
que a ninguém paguemos o mal com o mal,
mas que procuremos a todos fazer o bem, em Ti.

«E não nos deixeis cair em tentação»,
seja ela visível ou oculta,
súbita, lancinante e contínua.

«Mas livrai-nos do mal»,
passado, presente e futuro. Amen!

Fonte: evangelhoquotidiano.org

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