Liturgia Diária – 14/08/2013, Santo Maximiliano Maria Kolbe

S. Maximiliano Maria Kolbe, presbítero, mártir, +1941

Nasceu na Polônia, em 1894. Morreu num campo de concentração nazista, oferecendo a sua vida em favor de um pai de família condenado à morte. Era franciscano conventual. Ensinou teologia em Cracóvia. Devotadíssimo de Nossa Senhora, fundou, na Polônia, a Milícia da Imaculada. E para maior divulgação da devoção à Imaculada, criou a Revista Azul, destinada aos operários e camponeses, alcançando, em 1938, cerca de 1 milhão de exemplares. A “Cidade da Imaculada” abrigava 672 religiosos e um vasto parque gráfico. Foi percursor das comunicações. Perto de Nagasaki fundou uma segunda Cidade da Imaculada com o seu boletim mariano e missionário, impresso em japonês.
Regressado à Polônia, foi preso pelos nazistas devido à influência que a revista e publicações marianas exerciam. Foi dia 7 de Fevereiro de 1941, em Varsóvia. Dali foi levado para Auschwitz e condenado a trabalhos forçados. Exerceu um verdadeiro apostolado no meio dos companheiros de infortúnio, encorajando-os a resistir com firmeza de ânimo. Foi ali que se ofereceu para morrer no lugar de Francisco Gajowniczek. Único sobrevivente do grupo, no subterrâneo da morte, Maximiliano Kolbe resistiu por quinze dias à fome, à sede, ao desespero na escuridão do cárcere. Confortava os companheiros, os quais, um após outro, aos poucos sucumbiam. Morreu com uma injeção de fenol que lhe administraram. Era o prisioneiro com o nº 16.670. Foi no dia 14 de Agosto de 1941. Beatificado por Paulo VI em 1971, foi canonizado por João Paulo II, em 1982.
Toda a razão de ser, de sofrer e de morrer do Padre Kolbe esteve em perscrutar – para dela viver e fazer que se vivesse – a resposta de Maria a Bernardette: “Sou a Imaculada Conceição”.

[box_info]Livro de Deuteronómio 34,1-12.[/box_info]

Naqueles dias, Moisés subiu das planícies de Moab ao monte Nebo, ao cimo do Pisga, que está em frente de Jericó. O Senhor mostrou-lhe toda a terra, desde Guilead até Dan,
todo o Neftali, o território de Efraim e de Manassés, todo o território de Judá até ao mar ocidental,
o Negueb, o Quicar, no vale de Jericó, cidade das Palmeiras, até Soar.
O Senhor disse-lhe: «Esta é a terra que jurei dar a Abraão, Isaac e Jacob. Dá-la-ei à vossa descendência. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela.»
E Moisés, o servo de Deus, morreu ali, na terra de Moab, por determinação do Senhor.
Foi sepultado num vale da terra de Moab, defronte de Bet-Peor, mas ninguém até hoje soube do lugar da sua sepultura.
Moisés tinha cento e vinte anos quando morreu; a sua vista nunca enfraqueceu e o seu vigor nunca se esgotou.
Os filhos de Israel choraram Moisés, nas planícies de Moab, durante trinta dias até se completarem os dias de pranto por Moisés.
Josué, filho de Nun, ficou cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos; os filhos de Israel obedeceram-lhe e procederam como o Senhor havia ordenado a Moisés.
Nunca mais surgiu em Israel um profeta semelhante a Moisés, com quem o Senhor falava face a face.
Ninguém se lhe assemelhou em todos os sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer na terra do Egito contra o faraó, contra os seus servos e todo o país,
nem em todas as ações da sua mão poderosa nem em todas as grandes maravilhas que Moisés realizou na presença de todo o Israel.

[box_info]Livro de Salmos 66(65),1-3a.5a.8.16-17.[/box_info]

Aclamai a Deus, terra inteira,
cantai a glória do seu nome,
tornai glorioso o seu louvor.
Dizei a Deus: “São admiráveis as tuas obras!

Bendizei, ó povos, o nosso Deus,
fazei ressoar a voz do seu louvor.
Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus;
vou narrar-vos o que Ele fez por mim.

A minha boca gritou para Ele,
na minha língua está o louvor.

[box_info]Evangelho segundo S. Mateus 18,15-20.[/box_info]

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discipulos: «Se o teu irmão pecar, vai ter com ele e repreende o a sós. Se te der ouvidos, terás ganho o teu irmão.
Se não te der ouvidos, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas.
Se ele se recusar a ouvi-las, comunica-o à Igreja; e, se ele se recusar a atender à própria Igreja, seja para ti como um pagão ou um cobrador de impostos.
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na Terra será desligado no Céu.»
«Digo-vos ainda: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão-de obtê-la de meu Pai que está no Céu.
Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles.»

Comentário do dia
Concílio Vaticano II
Constituição sobre a sagrada liturgia «Sacrosantum Concilium» § 7

«Eu estou no meio deles»

Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro – «o que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» (Conc. Trento) –, quer, e sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos sacramentos, de modo que, quando alguém baptiza, é o próprio Cristo que baptiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18,20).

Em tão grande obra, que permite que Deus seja perfeitamente glorificado e que os homens se santifiquem, Cristo associa sempre a Si a Igreja, sua esposa muito amada, a qual invoca o seu Senhor e por meio dele rende culto ao Eterno Pai. Com razão se considera a Liturgia como o exercício da função sacerdotal de Cristo; nela […], o Corpo Místico de Jesus Cristo – cabeça e membros (Col 1,18) – presta a Deus o culto público integral. Portanto, qualquer celebração litúrgica é, por ser obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que é a Igreja, ação sagrada por excelência, cuja eficácia não é igualada, com o mesmo título e no mesmo grau, por nenhuma outra ação da Igreja.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

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