Liturgia Diária – 09/08/2013, Santa Teresa Benedita da Cruz

  • Liturgia Diária – 09/08/2013, Santa Teresa Benedita da Cruz Data da Postagem: 9 ago 2013 | Autor: Ataíde | Comentários: 0 comentário
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    Edith Stein nasceu em Breslau, atualmente Wroclaw, capital da Silésia, na Alemanha (cidade que, depois da Segunda Guerra Mundial, passou a pertencer à Polônia), no dia 12 de Outubro de 1891, quando se celebrava a grande festa judaica do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação.

    Seus pais, Sigefredo e Augusta, eram comerciantes judeus. Edith foi a última de onze filhos. O pai faleceu em 1893. A mãe encarregou-se dos negócios da família e da educação dos filhos.

    A pequena Edith, segundo o seu próprio testemunho, foi muito dinâmica, sensível, nervosa e irascível. Aos sete anos, começou a possuir um temperamento mais reflexivo.

    Em 1913, ingressou na Universidade de Gottingen e dedicou-se ao estudo da Fenomenologia. Aí encontrou a sua verdadeira vida: livros, companheiros e, sobretudo, o célebre professor E. Husserl. Durante este tempo chega a um ateísmo quase total.

    Em 1914, explode a Primeira Guerra Mundial. Edith vai trabalhar num hospital com quatro mil camas. Entrega-se a este trabalho de corpo e alma.

    Estuda com seriedade a Fenomenologia, até se encontrar com a doutrina católica. Encontra definitivamente a sua nova fé em 1921, quando lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus. O amor a Deus, o Absoluto, toma conta de sua alma: “Cristo elevou-se radiante ante meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”. Sob a direção do Padre jesuíta Erich Przywara, começa a estudar a teologia de São Tomás de Aquino.

    Batiza-se no dia 1 de Janeiro de 1922, recebendo o nome de Teresa Edwig. Desde então sente-se evangelizadora: “Sou apenas um instrumento do Senhor. Quem vem a mim, quero levá-lo até Ele”. “Deus não chama ninguém a não ser unicamente para Si mesmo”.

    Aos 42 anos, no dia 15 de Abril de 1934, festa do Bom Pastor, veste o hábito carmelita no Convento de Colônia.

    Sua conversão, que não a impede de continuar a sentir-se filha de Israel, enamorada de sua santa progenitura, separa-a, contudo, de sua família e de sua amada mãe: “Minha mãe opõe-se com todas as suas forças à minha decisão. É difícil ter que assistir à dor e ao conflito de consciência de uma mãe, sem poder ajudá-la com meios humanos”. (26-01-1934).

    No dia 21 de Abril de 1935, domingo de Páscoa, faz seus votos religiosos e três anos depois, no mesmo dia, seus votos perpétuos. Sua vida será uma “Cruz” transformada em “Páscoa”.

    Na Alemanha, os nazis começam a semear o ódio ao povo judeu. Ela pressagia o destino que a aguarda. Tentam salvá-la, fazendo-a fugir para a Holanda, para o Carmelo de Echt. Membros das SS não tardam a invadir o convento e prendem Irmã Benedita e sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo.

    Três dias antes de sua morte, Edith dirá: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942).

    Após vários tormentos, no dia 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás do “inferno de Auschwitz”, morria a mártir da Cruz, Irmã Teresa Benedita. Foi beatificada no dia 1º. de Maio de 1987, em Colônia, e canonizada em 1999 pelo papa João Paulo II.

    O mesmo Papa a declarou, com Santa Catarina de Sena e Santa Brígida da Suécia, padroeira da Europa.

    cf.geocities.yahoo.com.br/monjascarmelitas

    Livro de Oseias 2,16b.17b.21-22.

    Então, te desposarei para sempre; desposar-te-ei conforme a justiça e o direito, com amor e misericórdia.
    Desposar-te-ei com fidelidade, e tu conhecerás o SENHOR.

    Livro de Salmos 45(44),11-12.14-17.

    Filha, escuta, vê e presta atenção;
    esquece o teu povo e a casa do teu pai.
    Porque o rei deixou se prender pela tua beleza;
    Ele é agora o teu Senhor: presta-Lhe homenagem!

    A filha do rei é toda formosura,
    os seus vestidos são de brocados de ouro.
    Em vestes de muitas cores é apresentada ao rei;
    as donzelas, suas amigas, seguem na em cortejo.

    Avançam com alegria e júbilo
    e entram felizes no palácio real.
    No lugar de teus pais, estarão os teus filhos;
    farás deles príncipes sobre toda a terra.

    Evangelho segundo S. Mateus 25,1-13.

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    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino do Céu será semelhante a dez virgens que, tomando as suas candeias, saíram ao encontro do noivo.
    Ora, cinco delas eram insensatas e cinco prudentes.
    As insensatas, ao tomarem as suas candeias, não levaram azeite consigo;
    enquanto as prudentes, com as suas candeias, levaram azeite nas almotolias.
    Como o noivo demorava, começaram a dormitar e adormeceram.
    A meio da noite, ouviu-se um brado: ‘Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!’
    Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias.
    As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se.’
    Mas as prudentes responderam: ‘Não, talvez não chegue para nós e para vós. Ide, antes, aos vendedores e comprai-o.’
    Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o noivo; as que estavam prontas entraram com ele para a sala das núpcias, e fechou-se a porta.
    Mais tarde, chegaram as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta!’
    Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço.’
    Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

    Comentário do dia
    Beato João Paulo II (1920-2005), papa
    Motu proprio «Spes aedificandi» (01/10/1999), § 9

    «Os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis» (Rom 11,29)

    O encontro com o cristianismo não foi motivo para ela [Edith Stein] repudiar as suas raízes hebraicas; pelo contrário, ajudou-a a redescobri-las em plenitude. Isto, porém, não lhe poupou a incompreensão por parte dos familiares; sobretudo a desaprovação da própria mãe causou-lhe uma dor intensa. Na verdade, todo o seu caminho de perfeição cristã se distinguiu, não só pela solidariedade humana para com o seu povo de origem, mas também por uma verdadeira partilha espiritual da vocação dos filhos de Abraão, marcados pelo mistério do chamamento e dos «dons irrevogáveis» de Deus (cf. Rom 11, 29).

    De modo particular, tornou próprio o sofrimento do povo judeu, na medida em que este aumentava naquela feroz perseguição nazi que permanece, juntamente com outras graves expressões do totalitarismo, uma das mais obscuras e vergonhosas manchas da Europa do nosso século. Sentiu então que, no extermínio sistemático dos judeus, a cruz de Cristo era carregada pelo seu povo, e assumiu-a na sua pessoa com a sua deportação e execução no tristemente célebre campo de Auschwitz-Birkenau.

    Hoje, voltando-nos para Teresa Benedita da Cruz, reconhecemos no seu testemunho de vítima inocente, por um lado, a imitação do Cordeiro imaculado e o protesto erguido contra todas as violações dos direitos fundamentais da pessoa e, por outro, o penhor daquele renovado encontro de judeus e cristãos que, na linha anunciada pelo Concílio Vaticano II, está a conhecer uma prometedora fase de abertura recíproca. Declarar hoje Edith Stein co-Padroeira da Europa significa colocar no horizonte do Velho Continente um estandarte de respeito, de tolerância e de hospitalidade, que convida os homens e as mulheres a entenderem-se e a aceitarem-se para além das diferenças étnicas, culturais e religiosas, formando assim uma sociedade verdadeiramente fraterna.

    Possa, portanto, crescer a Europa! Possa ela crescer como Europa do espírito, na esteira do melhor da sua história, que encontra na santidade a sua expressão mais elevada.

    Fonte: evangelhoquotidiano.org

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