Liturgia Diária – 08/11/2013, Beata Isabel da Trindade

Sexta-feira da 31ª semana do Tempo Comum

Beata Isabel da Trindade, religiosa, +1906

SAINTE46

Isabel da Trindade, cujo nome de batismo era Maria Isabel Catez, nasceu em Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Índole ardente, sensível, apaixonada, sofreu fortemente as influências de S. Teresinha do Menino Jesus. Aos 21 anos, em 1901, entrou para o Carmelo de Dijon. Morreu aos 26 anos, após 5 anos de vida religiosa. Devotadíssima da Santíssima Trindade, afirmava que o Amor habita em nós, por isso o seu único exercício era mergulhar em seu íntimo e perder-se naqueles que lá se encontravam: Pai, Filho e Espírito Santo. “A felicidade da minha vida é a intimidade com os hóspedes da minha alma”. Dizia que o amor que sentia era com um oceano no qual mergulhava e se perdia. Deus estava nela e ela em Deus, por isso tinha de amá-lo e deixar-se amar todo o tempo em todas as cosias: “Acordar no Amor; mover-se no Amor; adormecer-se no Amor; a alma na sua Alma; coração no seu Coração; olhos no seus olhos..” cf. José Leite

[box_info]Carta aos Romanos 15,14-21.[/box_info]

No que vos toca, meus irmãos, estou pessoalmente convencido de que vós próprios estais cheios de boa vontade, repletos de toda a espécie de conhecimento e com capacidade para vos aconselhardes uns aos outros.
Apesar disso, escrevi-vos, em parte, com um certo atrevimento, como alguém que vos reaviva a memória. Faço-o em virtude da graça que me foi dada:
ser para os gentios um ministro de Cristo Jesus, que administra o Evangelho de Deus como um sacerdote, a fim de que a oferenda dos gentios, santificada pelo Espírito Santo, lhe seja agradável.
É, pois, em Cristo Jesus que me posso gloriar de coisas que a Deus dizem respeito.
Eu não me atreveria a falar de coisas que Cristo não tivesse realizado por meu intermédio, em palavras e acções, a fim de levar os gentios à obediência,
pela força de sinais e prodígios, pela força do Espírito de Deus. Foi assim que, desde Jerusalém e, irradiando até à Ilíria, dei plenamente a conhecer o Evangelho de Cristo.
Mas, ao fazê-lo, tive a maior preocupação em não anunciar o Evangelho onde já era invocado o nome de Cristo, para não edificar sobre fundamento alheio.
Pelo contrário, fiz conforme está escrito: Aqueles a quem ele não fora anunciado é que hão-de ver e aqueles que dele não ouviram falar é que hão-de compreender. Participação nos planos do Apóstolo

[box_info]Livro de Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.[/box_info]

Cantai ao Senhor um cântico novo,
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai a Deus, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

[box_info]Evangelho segundo S. Lucas 16,1-8.[/box_info]

clipart8

Naquele tempo, disse ainda Jesus aos discípulos: «Havia um homem rico, que tinha um administrador; e este foi acusado perante ele de lhe dissipar os bens.
Mandou-o chamar e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar.’
O administrador disse, então, para consigo: ‘Que farei, pois o meu senhor vai tirar-me a administração? Cavar não posso; de mendigar tenho vergonha.
Já sei o que hei de fazer, para que haja quem me receba em sua casa, quando for despedido da minha administração.’
E, chamando cada um dos devedores do seu senhor, perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu:
Cem talhas de azeite.’ Retorquiu-lhe: ‘Toma o teu recibo, senta-te depressa e escreve cinquenta.’
Perguntou, depois, ao outro: ‘E tu quanto deves?’ Este respondeu: ‘Cem medidas de trigo.’ Retorquiu-lhe também: ‘Toma o teu recibo e escreve oitenta.’
O senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. É que os filhos deste mundo são mais sagazes que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes.»

Comentário do dia
Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja
Carta 142, 6/7/1893, a sua irmã Celina (trad. ed. Carmelo, 1996)

A banca do amor

«Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos», diz o Senhor (Is 55,8). O mérito não consiste em fazer nem em dar muito, mas antes em receber, em amar muito. […] Está dito que é muito mais agradável dar do que receber (Act 20,35), e é verdade, mas quando Jesus quer reservar para Ele a doçura de dar, não seria delicado recusar. Deixemo-Lo receber e dar tudo o que quiser, a perfeição consiste em fazer a vontade dele, e a alma que se Lhe entrega inteiramente é chamada pelo próprio Jesus «sua Mãe, sua Irmã» e toda a sua Família (Mt 12,50). E noutro lugar: «Se alguém Me ama, guardará a minha palavra (isto é, fará a minha vontade) e Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23) Oh! Celina!… Como é fácil agradar a Jesus, encantar o seu coração: basta amá-Lo sem olhar para nós mesmas, sem examinar demasiadamente os próprios defeitos. […]

A tua Teresa não se encontra neste momento nas alturas mas Jesus ensina-lhe a tirar proveito de tudo, do bem e do mal que encontra em si. Ensina-lhe a jogar à banca do amor, ou antes, joga Ele por ela sem lhe dizer como se faz porque isso é assunto dele e não de Teresa; o que ela tem de fazer é abandonar-se, entregar-se sem nada reservar para si, nem mesmo a alegria de saber quanto lhe rende a banca. […]

Com efeito, os diretores [espirituais] fazem avançar na perfeição mandando praticar um grande número de atos de virtude, e têm razão, mas o meu diretor, que é Jesus, não me ensina a contar os meus actos; ensina-me a fazer tudo por amor, a não Lhe recusar nada, a ficar contente quando Ele me dá uma ocasião de Lhe provar que O amo, mas isto faz-se na paz, no abandono, é Jesus que faz tudo e eu não faço nada.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *