Liturgia Diária – 06/08/2013, S.Justo e S. Pastor

  • Liturgia Diária – 06/08/2013, S.Justo e S. Pastor Data da Postagem: 6 ago 2013 | Autor: Amor | Comentários: 0 comentário
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    S. Justo e S. Pastor, estudantes, mártires, +304

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    Foram dois estudantes de Alcalá de Henares, Castela, que quando souberam por um condiscípulo que o governador Daciano estava a entrar na cidade, saíram imediatamente da escola e correram ao encontro do cruel perseguidor. Daciano ordena que fossem torturados. Eles começaram a cantar, bendizendo aqueles que lhes preparavam o martírio. O governador vendo isto, ordenou que lhes cortassem as cabeças. Isto aconteceu no ano de 304.

    Livro de Daniel 7,9-10.13-14.

    «Continuava eu a olhar, até que foram preparados uns tronos, e um Ancião sentou-se. Branco como a neve era o seu vestuário, e os cabelos da cabeça eram como de lã pura; o trono era feito de chamas, com rodas de fogo flamejante.
    Corria um rio de fogo que jorrava da parte da frente dele. Mil milhares o serviam, dez mil miríades lhe assistiam. O tribunal reuniu-se em sessão e foram abertos os livros.
    Contemplando sempre a visão noturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram.
    Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»

    Livro de Salmos 97(96),1-2.5-6.9.

    O Senhor é rei: alegre-se a terra
    e rejubile a multidão das ilhas!
    Ele está rodeado de nuvens e escuridão;
    a justiça e o direito são a base do seu trono.

    Derretem-se os montes como cera
    diante do Senhor de toda a terra.
    Os céus proclamam a sua justiça
    e todos os povos contemplam a sua glória,

    Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,
    estais acima de todos os deuses.

    2ª Carta de S. Pedro 1,16-19.
    Caríssimos: De fato, demo-vos a conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, não por havermos ido atrás de fábulas engenhosas, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade.
    Com efeito, Ele foi honrado e glorificado por Deus Pai, quando a excelsa Glória lhe dirigiu esta voz: Este é o meu Filho, o meu muito Amado, em quem Eu pus o meu encanto.
    E esta voz, vinda do Céu, nós mesmos a ouvimos quando estávamos com Ele na montanha santa.
    E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro, até que o dia desponte e a estrela da manhã nasça nos vossos corações.Evangelho segundo S. Mateus 17,1-9.

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    Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte.

    Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
    Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele.
    Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.»
    Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.»
    Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados.
    Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.»
    Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
    Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.»

    Comentário do dia
    Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
    Sermão sobre a Transfiguração (atribuído) 1, 3-4

    «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado»

    Ele levou-os para a montanha para lhes mostrar a glória da sua divindade e lhes dar a conhecer que era o Redentor de Israel, como lhes tinha anunciado pelos seus profetas. […] Eles tinham-no visto comer e beber, fatigar-Se e repousar, acalmar e dormir, sentir pavor até suar gotas de sangue, tudo coisas que não pareciam estar em harmonia com a sua natureza divina e não convir senão à sua humanidade. Por isso os levou à montanha, para que o Pai Lhe chamasse seu Filho e lhes mostrasse que era verdadeiramente seu filho e que era Deus.

    Levou-os à montanha e mostrou-lhes a sua realeza antes de sofrer, o seu poder antes de morrer, a sua glória antes de ser ultrajado e a sua honra antes de sofrer a ignomínia. Assim, quando foi preso e crucificado os seus apóstolos compreenderam que não o foi por fraqueza mas voluntariamente e de bom grado, para a salvação do mundo.

    Levou-os à montanha e mostrou-lhes, antes da sua ressurreição, a glória da sua divindade. Assim, quando ressuscitou de entre os mortos na glória da sua divindade, os discípulos reconheceram que não tinha recebido a glória como recompensa das suas dores, como se disso necessitasse, mas que ela Lhe pertencia muito antes dos séculos, com o Pai e junto do Pai, como Ele próprio diz ao aproximar-Se a sua paixão voluntária: «Pai, manifesta a minha glória junto de Ti, aquela glória que Eu tinha junto de Ti antes de o mundo existir» (Jo 17,5).

    Fonte: evangelhoquotidiano.org

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