Liturgia Diária – 01/10/2013, Santa Teresa do Menino Jesus

Terça-feira da 26ª semana do Tempo Comum

Santa Teresa do Menino Jesus, Virgem e Doutora da IgrejaSanta_Teresa_di_Gesu_Bambino-di_Lisieux)
Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.
Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: “Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida… O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos anotícia da sua morte?” Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre “Pequena Via”), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.[box_info]Livro de Zacarias 8,20-23.[/box_info]

Assim fala o Senhor do universo: «Virão povos e habitantes de grandes cidades.
E os habitantes de uma cidade irão para outra, dizendo: ‘Vamos implorar a face do Senhor! – Eu também irei procurar o Senhor do universo!’
E numerosos povos e nações poderosas virão procurar o Senhor do universo em Jerusalém e implorar a face do Senhor.»
Assim fala o Senhor do universo: «Naqueles dias, dez homens de todas as línguas das nações tomarão um judeu pela dobra do seu manto e dirão: ‘Nós queremos ir convosco, porque soubemos que Deus está convosco’.»

[box_info]Livro de Salmos 87(86),1-3.4-5.6-7.[/box_info]

O Senhor ama a cidade,por Ele fundada
sobre os montes santos;
ama as portas de Sião mais que todas as moradas de Jacob.
Gloriosas coisas se dizem de ti,
ó cidade de Deus.

Incluirei o Egipto e a Babilónia na lista dos que me conhecem;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, uns e outros ali nasceram.
Mas de Sião há-de dizer se: “Todos lá nasceram;
o próprio Altíssimo a fortaleceu.”

O Senhor escreverá no registo dos povos, anotando:
“Este nasceu em Sião.”
E eles dirão, cantando e dançando:
“A minha única fonte está em ti.”

[box_info]Evangelho segundo S. Lucas 9,51-56. [/box_info]

emaus-1024

Aproximando-se os dias de Jesus ser levado deste mundo, dirigiu-se resolutamente para Jerusalém
e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem.
Mas não o receberam, porque ia a caminho de Jerusalém.
Vendo isto, os discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?»
Mas Ele, voltando-se, repreendeu-os.
E foram para outra povoação.

Comentário do dia
Concílio Vaticano II
Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs «Nostra Aetate», §§ 2-3 (trad.©copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Ele, voltando-Se, repreendeu-os»

A Igreja católica nada rejeita do que nas religiões não cristãs existe de verdadeiro e santo. Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que, embora se afastem em muitos pontos daqueles que ela própria segue e propõe, todavia, reflectem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens. No entanto, ela anuncia, e tem mesmo obrigação de anunciar incessantemente Cristo, «caminho, verdade e vida» (Jo 14,6), em quem os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou consigo todas as coisas (2Cor 5,18ss). Exorta, por isso, os seus filhos a que, com prudência e caridade, pelo diálogo e a colaboração com os sequazes doutras religiões, dando testemunho da vida e da fé cristãs, reconheçam, conservem e promovam os bens espirituais e morais e os valores socioculturais que entre eles se encontram.

A Igreja olha também com estima para os muçulmanos. Adoram eles o Deus Único, vivo e subsistente, misericordioso e omnipotente, criador do céu e da terra, que falou aos homens e a cujos decretos, mesmo ocultos, procuram submeter-se de todo o coração, como a Deus se submeteu Abraão, que a fé islâmica de bom grado evoca. Embora sem o reconhecerem como Deus, veneram Jesus como profeta, e honram Maria, sua mãe virginal, à qual por vezes invocam devotamente. Esperam pelo dia do juízo, no qual Deus remunerará todos os homens, uma vez ressuscitados. Têm, por isso, em apreço a vida moral e prestam culto a Deus, sobretudo com a oração, a esmola e o jejum.

E se é verdade que, no decurso dos séculos, surgiram entre cristãos e muçulmanos não poucas discórdias e ódios, este sagrado Concílio exorta todos a que, esquecendo o passado, sinceramente se exercitem na compreensão mútua e juntos defendam e promovam a justiça social, os bens morais e a paz e liberdade para todos os homens.

Fonte: evangelhoquotidiano.org

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *