Idosos somam 80% na Vida Religiosa Consagrada do Brasil

  • Idosos somam 80% na Vida Religiosa Consagrada do Brasil Data da Postagem: 16 dez 2013 | Autor: Mateus | Comentários: 0 comentário
  • Wayback Machine

    Previous capturePesquisa revela que 80% dos consagrados e consagradas no Brasil atingiram a faixa de mais de 65 anos, o que significa dizer que a vida religiosa na atualidade é composta quase que totalmente de idosos e idosas.

    Os dados foram apresentados pelo professor do Instituto de Filosofia Berthier, Iltomar Siviero, de Passo Fundo-RS, que desenvolveu o tema com cerca de 40 religiosos no curso sobre envelhecimento e missão, em Brasília, de 07 a 11 de outubro.
    O curso sobre Vida Religiosa, envelhecimento e missão é uma iniciativa do Centro Cultural Missionário(CCM) e e o Instituto Superior de Filosofia Berthier (IFIBE) de Passo Fundo (RS).
    Para o professor do Instituto de Filosofia Berthier, Iltomar Siviero, de Passo Fundo-RS, os desafios são vários, “primeiro as instituições tem que conhecer as realidades das quais estão vivendo neste momento. O grande desafio neste momento é que, em nível geral hoje a população do Brasil está com 12,1% de idosos. Sabe qual é a estatística das congregações hoje? Na discussão feita neste curso chegou em torno de 70 a 80%. Até em 2050 as projeções do IBGE e que se atinge até 30% da população de idosos no Brasil. As congregações hoje estão com 70 a 80% de seus membros com idade de pessoas idosas”.
    Para o diretor do Centro Cultural, padre Estevão Raschietti, sx, o que motiva a realização de cursos como esse é o fato de que grande parte dos missionários e missionárias estão em fase de envelhecimento. “Vemos que o missionário quando está nessa etapa da vida precisa ressignificar o seu modo de viver a missão, pois ele não pode mais estar na vida ativa, ou realizando tantas atividades e ações missionárias que até então ele realizava; por isso é importante compreender a missão nessa fase, para que ele continue em comunhão com a missão da Igreja e possa viver feliz”, explicou.

    Fonte: rcr.org.br

    COMENTÁRIO ARNALDO HAAS – www.recadosaarao.com.br

    Viram que acabei de colocar um texto onde menciono a questão do sacerdócio e o declínio pavoroso da Igreja. Esta notícia entretanto me deixou surpreso, porque nunca me tinha passado pela cabeça uma desgraça deste tamanho.
    Ora, se hoje 80% dos nossos sacerdotes e religiosas têm idade superior a 65 anos, isso significa que, pelo andar da carruagem em pouco mais de 15 anos estaremos nas mãos de uma maioria de octogenários… Isso se ainda existir Igreja até lá!
    No artigo apontei a questão dos seminários e dos conventos, a imensa maioria deles completamente vazios, e entre os poucos com algum seminarista ainda vemos padres mal formados. Hoje pela manhã uma pessoa me telefonou dizendo que por estes dias será ordenado um jovem em sua comunidade, que ela conhece bem, mas que se trata de um verdadeiro herege. Uns poucos a ainda maus!
    Está então aqui um verdadeiro ponto a ser atacado. A Igreja precisa urgente de pastores novos, e principalmente de pastores santos. Neste sentido, não podemos esperar por 15 anos ou mais para a formação de sacerdotes, e seria urgente reformar os seminários, mudando radicalmente os currículos.
    Os que nos acompanham sabem o quanto tenho me revoltado contra o ensino que se passa nos seminários, porque fui seminarista nos jesuítas e sei bem do que falo. Isso foi nos anos 60, e tanto é verdade, que o estado deplorável dos padres inacianos atesta o quanto nossa formação era errada.
    De uma vez por todas, deveriam ser eliminadas e sepultadas para todo o sempre a filosofia e a “teologia”, no sentido que ambas são aplicadas aos jovens. Um padre precisa ser um Cura de Ars, que não entendia nada de filosofia, mas vivia em santidade a verdadeira teologia, na humildade profunda, e no intenso amor a Deus e ao próximo.
    Nenhum padre precisa ser teólogo, nem precisa ser doutor de coisa alguma. O que ele precisa é ser santo, ser humilde e obediente, para na santidade, no amor e na obediência conduzir o rebanho que Deus lhe confiou, para os braços do Pai Eterno. Tudo o mais é desnecessário, e para aprender o essencial, não precisa mais do que alguns poucos anos de estudo e de teste de santidade e sanidade.
    Todo sacerdote precisa, acima de tudo, ser forjado na escola da oração. Uma vez eu já disse e repito aqui: todo jovem que for admitido no seminário e que ao final do primeiro ano não for capaz de rezar diariamente o Rosário, de joelhos, e isso muito amorosamente, manda embora porque nunca se tornará um padre santo, de que a Igreja precisa.
    Mas veja, nós mandamos jovens para o seminário, formados na oração familiar e no terço, entretanto, já no primeiro ano foram expulsos do seminário, porque não serviam para ser padres. E vocês não fazem a menor ideia do abismo em que está metida aquela ordem de sacerdotes. Abismo é pouco!
    Assim, como tudo urge, uma das reformas necessárias para ser duradoura, deveria ser esta, porque temos jovens maiores de idade, neste padrão de oração, que poderiam em menos de três anos estarem aptos a celebrar os Sacramentos, especialmente a Confissão e a Eucaristia, que são o sustentáculo do nosso povo, a caminho do Céu.
    Além dos três votos normais – pobreza, castidade e obediência – os novos sacerdotes deveriam fazer o juramento da ORAÇÃO, de que dedicariam pelo menos duas horas por dia para rezarem diante do Sacrário, de onde hauririam todas as fortalezas necessárias para vencer o mundo. Era isso que faziam o Cura de Ars e o Padre Pio.
    De fato, o declínio do sacerdote – ou se começo já errado – tem início quando ele deixa de rezar seu Breviário, e quando deixa Maria de lado. Padre sem oração e sem Maria, não consegue levar ninguém para Jesus, será sempre um mau padre, que salvará muito poucas almas.
    Alguém dirá que esta é uma rotina muito mortificante e que é exigir demais de uma pessoa, mas para estes respondo com os grandes santos da Igreja, que conseguiram vencer o demônio a carne e o sangue, para se tornarem nestes baluartes da fé que tanto admiramos. Neste sentido, os seminários deveriam trocar todas as teologias e filosofias pelo estudo da vida dos santos. Esta a maior das escolas de vida!
    No mais, uma coisa que deveria ser estudada a fundo pelos novos seminaristas, seriam os documentos da Santa Igreja, para que pudessem aplicar, em todas as dioceses e paróquias do mundo inteiro, as diretrizes que brotam dela. Óbvio, sem esquecer do Catecismo de João Paulo II que contém a síntese de toda a Sã Doutrina Católica. Padre que desconhece isso, não pode se considerar sacerdote.
    Enfim, tido leva a crer que haverá em breve um hiato tremendo, na medida em que estes padres ficarem mais velhinhos, e não houver jovens sacerdotes em quantidade e a altura para suprirem as necessidades do povo católico. Não adianta então mudar aspectos doutrinários, nem estabelecer novas formas de evangelização, se não temos sequer sacerdotes santos a altura deste empreendimento.
    Terminando: mais um sinal do desastre iminente!

    Leia também…

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *