fonte das virtudes dos filhos

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Com minhas felicitações a todas as mães, transcrevo trechos do magnífico livro “O Espírito de Família — no Lar, na Sociedade e no Estado”, de autoria de Mons. Henri Delassus (escritor e polemista católico, 1836 – 1921). Os trechos que escolhi tratam a respeito da influência das virtudes das boas mães na formação dos filhos, da instrução — pelo exemplo de vida — nos princípios da moral católica e da tão árdua quanto meritória condução da vida familiar.

“Feliz o homem a quem Deus concedeu uma santa mãe! — disse Lamartine. Apesar dos desvios da sua imaginação, ele guardou sempre a lembrança da educação cristã que lhe deu sua mãe. Dois anos antes de sua morte, ele ajoelhou-se na semana de Páscoa à Santa Mesa, ao lado de sua mãe.

‘Se a mãe tomou como um dever imprimir profundamente na fronte de seu filho o caráter divino, pode-se estar praticamente seguro de que a mão do vício nunca o apagará inteiramente’ — afirmou Joseph de Maistre.

Quantas outras mães imprimiram profundamente, na alma dos filhos, o respeito, o culto, a adoração de Deus, de Quem elas eram para eles, pela pureza de vida, a imagem viva!

Como mãe, a mulher cristã santifica o homem-filho; como filha, ela edifica o homem-pai; como irmã, ela melhora o homem-irmão; como esposa, ela santifica o homem-esposo.

‘Eu quero fazer do meu filho um santo’ — dizia a mãe de Santo Atanásio.

‘Graças mil vezes, meu Deus, por nos terdes dado por mãe uma santa!’ — exclamaram por ocasião da morte de Santa Emília seus dois filhos, São Basílio e São Gregório Nazianzeno.

‘Ó! meu Deus, eu devo tudo a minha mãe!’ — dizia Santo Agostinho.

Como gratidão por tê-lo tão profundamente impregnado da doutrina de Cristo, São Gregório Magno mandou pintar sua mãe Sílvia ao seu lado, com vestido branco e a mitra dos doutores, estendendo dois dedos da mão direita, como para abençoar, e tendo na mão esquerda o livro dos santos Evangelhos diante dos olhos de seu filho.

Quem nos deu São Bernardo, e o fez tão puro, tão forte, tão abrasado de amor por Deus? Sua mãe, Aleth.

Mais perto de nós, Napoleão disse: ‘O futuro de uma criança é a obra da sua mãe’. E Daniel Lesueur afirma:‘Quando se é alguém, é muito raro que isso não se deva à própria mãe’. Pasteur afirmou: ‘Ó meu pai e minha mãe, que vivestes tão modestamente, é a vós que eu devo tudo! Teus entusiasmos, minha valorosa mãe, tu os fizeste passar para mim. Se eu sempre associei a grandeza da ciência à grandeza da pátria, é porque eu estava impregnado dos sentimentos que tu me havias inspirado’.

A alguns que o felicitavam por ter o gosto da piedade, o Santo Cura d’Ars disse: ‘Depois de Deus, isto se deve à obra de minha mãe’.

Quase todos os santos fizeram remontar as origens da sua santidade à própria mãe. Pode-se acrescentar que os grandes homens também foram feitos pelas próprias mães.

O Bispo Castulfo, numa missiva a Carlos Magno, recorda-lhe a lembrança de sua mãe, Berta, e lhe diz: ‘Ó rei, se Deus todo poderoso vos elevou em honra e glória acima de vossos contemporâneos e de todos os vossos predecessores, vós o deveis sobretudo às virtudes de vossa mãe!’

‘É sobre os joelhos da mãe – disse Joseph de Maistre – que se forma o que há de mais excelente no mundo’.

Ela é no lar essa chama resplandecente de que fala o Evangelho, distribuindo sobre todos a luz da Fé e o ardor da caridade divina. A ela incumbe vivificar na família a idéia da soberania de Deus, nosso primeiro princípio e nosso último fim, o amor e reconhecimento que devemos ter por sua infinita bondade, o temor da sua justiça, o espírito de religião que nos une a Ele, a lei dos castos costumes, a honestidade dos atos e a sinceridade das palavras, o devotamento e ajuda mútua, o trabalho e a temperança.

‘Na família — diz Augustin Cochin — a figura dominante é a da mãe. Tudo depende da sua virtude e acaba por se modelar de acordo com ela. Ao marido competem o trabalho e o aprovisionamento do lar, e à mulher os cuidados e a direção interior. O marido ganha, a mulher poupa. O marido alimenta os filhos, a mulher os educa. O marido é o chefe da família, a mulher é seu elo de união com ela. O marido é a honra do lar, a mulher a sua bênção’.

O Visconde de Maumigny escreveu em 1862, quando os Zuavos Pontifícios derramavam seu sangue para defender o Papado: ‘Devemos às nossas mães e irmãs o fundo de honra e de devotamento cavalheiresco que é a vida da França. Nós lhes devemos a Fé católica. Discípulas da Rainha dos Apóstolos e dos Mártires, as mães fizeram passar seus corações aos dos filhos. Maria Santíssima, o modelo das mães, ensinou-lhes como se sacrifica um filho único a Deus e à Igreja. Ao ouvir as narrações dessas imolações sublimes, o Papa Pio IX comentava: Não, a França que produziu tais santas não perecerá jamais!’

Em Castelfidardo os zuavos pontifícios combatiam sob os olhos de suas mães, presentes em seu pensamento e entre as paredes do santuário onde a Rainha dos Mártires gerou o Rei dos Mártires. Todos, enquanto marchavam contra o inimigo, repetiam esta frase de um deles: ‘Minha alma a Deus, meu coração à minha mãe, meu corpo a Loreto’. À mãe deles, a Maria Santíssima, que a todos inspirava, reverte a honra da batalha. Como outrora os cruzados, e mais tarde os vendeanos, foi sobre os joelhos das mães que eles aprenderam a morrer por Deus, pela Igreja e pela Pátria”.

Fonte: resistenciacatolica.blogspot.com.br

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