Em defesa dos quatro cardeais

Avisos•Especial7 meses atráspor MateusComentarEscrito por Mateus

“Salomão teve um fim semelhante ao de seus pais. Deixou depois de si um filho que foi a loucura da nação, um homem desprovido de juízo, chamado Roboão, que transviou o povo por seu conselho. E Jeroboão, filho de Nabat, que fez Israel pecar, e abriu para Efraim o caminho da iniquidade. Houve entre eles uma profusão de pecados, que os expulsaram para longe de sua terra. Procuraram todos os meios de fazer o mal, até que veio a vingança, que pôs um termo às suas iniquidades”.

(Eclo. XLVII,26-31)

Por FratresInUnum.com

Há quanto tempo nossa alma jazia em angústia, esperando que alguma autoridade na Igreja se levantasse para remover o nosso opróbrio!

Nos últimos dias, quão grande júbilo nos dominou ao sabermos que o Eminentíssimo Cardeal Raymond Burke e outros três purpurados tomaram a resolução de publicamente solicitarem de Francisco um esclarecimento acerca da doutrina, desatando “alguns nós por resolver em Amoris Laetitia“.

Não era mais possível suportar a funesta desorientação! E tudo com o silêncio complacente do clero dito católico ou com a clamorosa efervescência dos cúmplices do erro, os sucessores de Judas, bispos que não esmorecem quando o assunto é demolir o patrimônio católico.

Cardeal Burke reza diante do Santíssimo Sacramento.

Graças a Deus, quatro cardeais honram sua púrpura, e não podemos deixar de apoiá-los! Sim, é nosso dever de cristãos, é nosso dever de católicos! Temos de cerrar fileiras em torno desses valentes prelados, e manifestar-lhes nossa mais decidida concordância.

Em sua entrevista ao National Catholic Register, o Cardeal Burke mostrou quais serão os próximos passos: caso não responda aos dubia, farão uma correção formal ao Romano Pontífice.

Este fato não é novo na tradição. Com efeito, o Papa João XXII caiu em heresia, e quis que sua doutrina de que os justos ressuscitam na hora da morte fosse ensinada na Universidade de Paris. Felipe IV, rei de França, proibiu-o e ameaçou-o com a fogueira. Relatos autorizados dizem que esses ensinos heterodoxos conturbaram todo o orbe cristão. Por fim, o Papa foi forçado a se retratar, sendo corrigido por seu sucessor.

Conforme a tradição da Igreja, os fieis devem tolerar todos os vícios de seus pastores, mas jamais devem tolerar que prevariquem contra a verdade da fé.

“Se o reitor exorbitar da fé, deverá ser repreendido pelos súditos, mas pelos costumes réprobos mais deverá ser tolerado pela plebe do que desprezado” (Hugo de São Vitor, Sermão 57).

E, como ensina o próprio Santo Tomás de Aquino, “devemos, porém, saber que, correndo iminente perigo a fé, os súditos devem advertir os prelados, mesmo publicamente. Por isso, São Paulo, súdito de São Pedro, repreendeu-o em público, por causa de perigo iminente de escândalo para a fé. E, assim, diz a Glosa de Santo Agostinho: ‘O próprio Pedro deu aos maiores o exemplo de se porventura desviarem do caminho reto, não se dedignem ser repreendidos mesmo pelos inferiores’” (Suma Teológica, II-II, q. 33, ad 2).

É chegada a hora da clareza. Apoiemos esses confessores da fé! Resistamos a essa apostasia que, de discreta, não tem mais nada.

Não há mais retorno! Agora, resta-nos apoiar a iniciativa desses heróis e irmos com eles até o fim.

Deus fortaleça a sua Igreja!

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O site Life Site News divulgou uma petição online de apoio aos Cardeais. Não deixe de assinar.

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