Devoção à Virgem Maria aproxima cristãos de Jesus, explica Papa

A verdadeira devoção à Virgem Maria “aproxima-nos sempre de Jesus, e não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa Mãe e a imitar as suas virtudes”, destacou o Papa Bento XVI na oração do Angelus pronunciada no começo da tarde deste domingo, 25, na Praça do Bicentenário, em León, no México.

“Amá-la é comprometer-se a escutar o seu Filho; venerar a ‘Guadalupana’ é viver segundo as palavras do fruto bendito do seu ventre”, reforçou o Pontífice depois da Missa que reuniu mais de 400 mil fiéis.

O Papa recordou das tantas famílias que se encontram divididas ou forçadas a emigrar, aquelas que sofrem por causa da pobreza, da corrupção, da violência doméstica, do narcotráfico, da crise de valores ou da criminalidade, pedindo que a Virgem Maria lhes dê conforto, fortaleza e esperança.

“É a Mãe do verdadeiro Deus, que nos convida a permanecer à sua sombra pela fé e a caridade, para deste modo superarmos todo o mal e instaurarmos uma sociedade mais justa e solidária”, disse.

Com estes sentimentos, o Santo Padre colocou sob a proteção materna de Nossa Senhora de Guadalupe o México, toda a América Latina e o Caribe.

“Em tempos de tribulação e sofrimento, Ela foi invocada por tantos mártires que, ao grito ‘Viva Cristo Rei e Maria de Guadalupe’, deram testemunho de inquebrantável fidelidade ao Evangelho e entrega à Igreja. Agora, suplico-Lhe que a sua presença nesta querida nação continue a ser apelo ao respeito, defesa e promoção da vida humana e à consolidação da fraternidade, evitando a vingança inútil e desterrando o ódio que divide. Santa Maria de Guadalupe nos abençoe e obtenha, com a sua intercessão, abundantes graças do Céu”, pediu.

Depois da recitação do Angelus, o Papa dedicou um momento de oração diante da imagem da Virgem de Guadalupe. Por fim, abençoou 91 reproduções da Virgem de Guadalupe que serão levadas a cada uma das dioceses mexicanas.

Segue abaixo Ângelus na íntegra:


AngelusViagem Apostólica de Bento XVI ao México e à República de Cuba Praça do BicentenárioLeón, México
Domingo, 25 de março de 2012

Amados irmãos e irmãs!

No Evangelho deste domingo, Jesus fala do grão de trigo que cai na terra, morre e se multiplica, respondendo a alguns gregos que se aproximam do apóstolo Filipe para lhe pedir: «Nós queríamos ver Jesus» (Jo 12, 21). Hoje nós, dirigindo-nos a Maria Santíssima, também Lhe suplicamos: «Mostrai-nos Jesus».
Com efeito, ao rezarmos agora o Angelus, que recorda a Anunciação do Senhor, em espírito também os nossos olhos se dirigem para a colina de Tepeyac, o lugar onde a Mãe de Deus, sob o título de «a sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe», há séculos que é honrada fervorosamente como sinal de reconciliação e da infinita bondade de Deus pelo mundo.

Os meus Predecessores na Cátedra de São Pedro honraram-Na com títulos especiais como Senhora do México, Padroeira celeste da América Latina, Mãe e Imperatriz deste Continente. Por sua vez, os seus filhos fiéis, que experimentam a sua ajuda, invocam-Na, cheios de confiança, com nomes tão carinhosos e familiares como Rosa do México, Senhora do Céu, Virgem Morena, Mãe de Tepeyac, Nobre Indiazinha.

Amados irmãos, não esqueçais que a verdadeira devoção à Virgem Maria aproxima-nos sempre de Jesus, e «não consiste numa emoção estéril e passageira, mas nasce da fé, que nos faz reconhecer a grandeza da Mãe de Deus e nos incita a amar filialmente a nossa Mãe e a imitar as suas virtudes»
(Lumen gentium, 67). Amá-La é comprometer-se a escutar o seu Filho; venerar a «Guadalupana» é viver segundo as palavras do fruto bendito do seu ventre.

Neste tempo em que tantas famílias se encontram divididas ou forçadas a emigrar, quando muitas sofrem por causa da pobreza, da corrupção, da violência doméstica, do narcotráfico, da crise de valores ou da criminalidade, recorramos a Maria à procura de conforto, fortaleza e esperança. É a Mãe do verdadeiro Deus, que nos convida a permanecer à sua sombra pela fé e a caridade, para deste modo superarmos todo o mal e instaurarmos uma sociedade mais justa e solidária.

Com estes sentimentos, desejo colocar de novo sob o doce olhar da Nossa Senhora de Guadalupe este país e toda a América Latina e o Caribe. Confio cada um dos seus filhos à Estrela da primeira e da nova evangelização, que animou com o seu amor materno a história cristã destas terras, dando características particulares aos grandes acontecimentos da sua história, às suas iniciativas comunitárias e sociais, à vida familiar, à devoção pessoal e à Missão Continental que está em curso agora nestas nobres terras. Em tempos de tribulação e sofrimento, Ela foi invocada por tantos mártires que, ao grito «Viva Cristo Rei e Maria de Guadalupe», deram testemunho de inquebrantável fidelidade ao Evangelho e entrega à Igreja. Agora, suplico-Lhe que a sua presença nesta querida nação continue a ser apelo ao respeito, defesa e promoção da vida humana e à consolidação da fraternidade, evitando a vingança inútil e desterrando o ódio que divide. Santa Maria de Guadalupe nos abençoe e obtenha, com a sua intercessão, abundantes graças do Céu.

“Amá-la é comprometer-se a escutar o seu Filho; venerar a ‘Guadalupana’ é viver segundo as palavras do fruto bendito do seu ventre”, reforçou o Pontífice depois da Missa que reuniu mais de 400 mil fiéis.“Amá-la é comprometer-se a escutar o seu Filho; venerar a ‘Guadalupana’ é viver segundo as palavras do fruto bendito do seu ventre”, reforçou o Pontífice depois da Missa que reuniu mais de 400 mil fiéis.

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