Desabafo de um leitor, com tendência homossexual

chorando

Desabafo: “Vossa Santidade realmente quer saber o que leva as aprovações de uniões homossexuais pelos governos, Santo Padre? É porque não interessa a eles saber o que realmente é a tendência homossexual, e como ela causa tormentos na vida das pessoas. Com todo respeito e devoção que tenho por Vossa Santidade, eu tenho essas respostas para suas dúvidas, mas infelizmente não tenho a oportunidade de respondê-las. Por exemplo:

Ser “gay” não é nada legal, não é bom, é aparência e ilusão. Ser “gay” já quase me tirou de vez a vida (biológica e espiritual). Ser “gay” me fez isolado, nada da “alegria” falsamente mencionada na propaganda tendenciosa. Ser “gay” não me permite ter filhos, uma esposa, colaborar na criação divina. Mas, hoje, mais amadurecido, usarei de tudo isso não para me lamentar, mas para tentar ganhar o céu, já desacreditado por tantos.”

Possuo tendência homossexual e não me agrada nem um pouco notícias com essas. Por mais que não há nenhum sinal de “aprovação” por parte do Santo Padre (e espero que nunca haja!), creio que logo virá mais uma opinião ambígua ou entrevista confusa por parte do Santo Padre, e lá vai mais sofrimento para eu e muitos levar a cruz na castidade e obediência.

Tudo o que menos preciso (e perdoem-me a ousadia, mas tenho mais propriedade para falar disso por sofrer na própria vida esse tormento) é de ambiguidades no que o papa ensina ou mesmo opina.

Alio-me à Santa Igreja para segui-la e conseguir levar minha Cruz. O sólido ensinamento da Igreja é meu único conforto. Logo, se eu perdê-lo, ou ainda ficar confuso por ele, não sei o que será de mim. É muito difícil nadar contra uma corrente cada dia mais forte.

Tenho a devoção da confissão nos primeiros sábados do mês, porém, saibam que minha preocupação não é a toa, não está mais raro escutar nos confessionários que o ato sexual entre dois homens não é pecado.

Acompanho o Fratres há anos. Peço, por caridade, que tomem cuidado ao falar sobre esses casos, pois há muitos (muitos mesmo, conheço!) católicos que sofrem com isso e não são“sem-vergonhas” ou “sodomitas”, ao contrário, oferecem como sacrifício e penitência essas dificuldades que não são poucas.

Peço que rezem muito por mim, pela Igreja, pelos discursos do Santo Padre. Por mais que um simples discurso não seja infalível, ele pode fazer um mal tremendo dependendo dos ouvidos que o ouvirem.

Rezo por todos do blog, uno meus sacrifícios a vocês de boa vontade que compartilham dessa mesma fé em Nosso Senhor. A Virgem Santíssima nos acompanhe a todos.

Fonte: http://fratresinunum.com/2014/03/11/desabafo-de-leitor/

COMENTÁRIO ARNALDO HAAS – www.recadosaarao.com.br

OBS> Já muitas vezes eu tenho comentado sobre este assunto, que pode parecer obsessão, entretanto só uma coisa me move a isso: ajudar a todos eles, lutar com eles, porque tendo atendido e auxiliado muitos casos nestes anos de trabalho, entendo perfeitamente o que este leitor tão sofrido fala.

Certa vez eu conversei por e-mail, durante mais de um mês, com uma pessoa famosa, radialista, homossexual assumido do qual tinha acabado de falecer, de AIDs, seu parceiro, e isso aos 45 anos de idade. Foram longos e-mail, horas e horas digitando, lendo os sofridos estertores daquela pobre alma, e tentando ajudar no que me era possível.

Infelizmente, ele não queria conversão, queria APROVAÇÃO. Queria, implorava, suplicava que eu lhe dissesse, para acalmar sua alma, que quando ele também morresse, encontraria no paraíso o seu amante, e que juntos os dois viveriam “felizes para sempre”. Nada mais lhe interessava, de dezenas de vezes ele como que me exigia isso. O que eu não podia fazer!

Quando, enfim, sem mais argumentos eu lhe disse que, pela lei divina, se o parceiro dele não tivesse se arrependido de seus atos, se ele se obstinasse diante de Deus – como ele mesmo se obstinava em não aceitar a Lei Divina – ele corria o risco de encontrar seu parceiro no abismo, e ali seria o terror eterno, jamais a felicidade, então ele não mais me escreveu. Terrível, desesperador! Inimaginável o que eles sofrem!

E assim foram muitos outros casos, onde eles se abriram, e me revelaram o tremendo dilema que eles TODOS vivem, mesmo aqueles mais devassos, mais obstinados em se auto-defender, mesmo diante de um corpo que grita em desespero, e de uma alma que clama como do mais fundo abismo, porque ninguém faz ideia do que esta tendência significa. Ela não tem nada de alegria, nada de paz, nada de sossego, nada de felicidade.

Bem ao contrário, eles vivem todos à beira da loucura. Um passo a mais, e o suicídio seria o destino. Eles podem até fantasiar-se, pintar-se, se vestirem de mulher, fazerem operações plástica e se mutilar para disfarçar a aparência, mas quando à noite, no escondido de seus quartos, despem tudo isso diante do espelho, se olham na alma, chego a duvidar que alguém outro possa ter um sofrimento interior, um desespero, um horror, igual ao que eles sentem.

Se se pudesse somar as lágrimas que todos eles choram devido a esta tendência, a este verdadeiro esfacelamento da personalidade, a esta brutal quebra do sentido da natureza humana, acredito que dariam rios, não só de lágrimas, mas de sofrimento, de dor, de tristeza, de angústia, de até ódio de si mesmos, de revolta contra Deus em muitos casos, porque jamais se poderão considerar livres e felizes, mesmo que leis humanas aprovem tais atos. Nunca, jamais haverá um gay realmente feliz. Todo sorriso deles é apenas fuga, porque ninguém escapa do eco da própria gênese. Deus nos cria, homem e mulher! Não existe gênero, nem ordem, nem classe, nem categoria animal diferente.

Pessoas como este depoente, são verdadeiros heróis, são verdadeiros mártires, quando lutam até o desespero contra uma força brutal que os atrai para o pecado, presos por grilhões que parecem de aço, inquebrantáveis, que nada consegue forças de partir. Mesmo aqueles que se apegam em Deus como este, ainda assim esta união não consegue quebrar completamente os laços, porque o peso que eles carregam não é fruto da natureza deles, mas de toda esta sociedade decadente, imoral, imunda e repulsiva como a atual.

Nós sabemos que isso já existia entre os povos antigos, desde os tempos de Adão. Cidades inteiras haviam desandado neste caminho de horrores, e como não havia lei – embora a lei natural impressa na alma – também não havia mais freios, sendo o ato cometido em praça pública, diante de todos, como fosse algo normal. Mas o que se verifica hoje é que o mal se espalhou pelo mundo inteiro, como se fosse impulsionado por alguma força desumana, que tantas vezes parece impossível de vencer.

Hoje a ciência séria sabe perfeitamente que, salvos raríssimos casos de hermafroditismo, este desvio não é inato, mas adquirido. Ele é fruto do pecado de uma sociedade decadente, e tem diversas causas, cada caso um caso: mães distantes do lar – pais truculentos e agressivos – mães super melosas – desejo ardente desde o útero materno, da mãe e do pai, sobre o sexo da criança – pais ausentes – estupros pelos amigos, parentes e até por pais demoníacos – más companhias, e tantas outras situações.

Ou seja: vem do lar, vem da educação, vem da formação, vem do não acompanhamento dos pais, que não percebem já nos primeiros sinais o desvio, e isso acaba aumentando, até o mal estar consumado. E digo, isso pode acontecer com qualquer família, a minha, a sua, em qualquer lugar do mundo, a qualquer momento. Não se trata de hereditariedade, não é doença, é sim um desequilíbrio íntimo, que acontece quando a criança não vive num ambiente santo, e não consegue se definir entre o pai e a mãe. E acaba errando, para sua infelicidade!

Uma pessoa com que tive longos telefonemas, que me chamava nos momentos de maior desespero, e do qual pelo telefone “enxuguei” rios de suas lágrimas, me contou sua história. Frágil desde pequeno, seu pai truculento já o chamava de menininha e gozava dele, que só chorava, e foi até que aos sete anos foi sodomizado pelo próprio tio, e assim muitas vezes, por um tio diabólico que igualmente se esbaldava em escarnecer dele. Dali para crescer e cair nas orgias, em sexo grupal, sendo brutalizado por muitos, foi um passo.

Ele lutou, casou-se, teve dois filhos, e sempre conseguiu esconder da própria esposa sua sina. Até que explodiu, e explodiu nele o desespero… Meses de luta, a comunidade sabendo, a família sofrendo, a esposa em profunda tristeza, os filhos horrorizados… Indescritível a angústia dele! Quantas noites ele me chamava, desabafava, chorava, implorava a Deus forças para livrar-se daquele estigma, daquele flagelo que lhe dilacerava o corpo e a alma.

Um dia, plena tarde, recebi seu telefonema e estranhei. Ele estava eufórico, alegre, esbanjava otimismo… Havia seguido o meu conselho e se confessando. Foi a um sacerdote que o escutou, abriu com ele sua vida de par a par, e dali mesmo da porta da Igreja, jurou para mim que jamais voltaria a cair. De fato, ele havia comungado durante muitos anos em estado de pecado grave, e aliado aos atos que cometera, tinha na alma um peso demolidor. Agora estava livre…

Passou-se um ano, dois, não sei bem quanto tempo! Certa noite recebi um telefonema, acusador, cheio de ódio, do outro lado um homem que me cobrava certas coisas, das quais eu sequer fazia ideia. Não me deixava falar, só ele falava, gritava, realmente uma alma em desespero. Mas não se identificava! Perguntei quem era, ela não dizia, apenas me apontava a espada e não dava espaço para eu falar algo. Subitamente o telefone desligou, e eu fiquei sem saber quem era, embora a voz me parecesse conhecida. Quem seria?

Nos quinze minutos seguintes, meu cérebro começou a vasculhar em profundidade, para descobrir onde estava armazenada aquela voz, e então subitamente entendi. Era ele! O mesmo de tempos atrás, embora não me tivesse falado nada sobre seu problema! Claro que fiquei meditando, o que teria levado ele a descarregar-se sobre mim de forma tão violenta? E pensei! Certamente ele caiu novamente, e está se odiando! Acha assim uma forma de desabafar, tudo bem, quem sabe isso alivia um pouco a sua alma.

No momento seguinte, toca novamente o telefone, era a mesma voz! Mal ele falou “alô” eu respondi: fala X! Ele deu um suspiro profundo, senti seu arfar de surpresa ao telefone, e ele disse: mas como tu me descobriste? Eu então lhe falei: porque nunca esqueci do teu caso! Nunca deixei de rezar por ti, e apenas demorei a decifrar de quem era a voz ao telefone,l pois tentaste disfarçar! Mas depois que desligaste eu consegui achar na memória de quem era a voz, e então cheguei até ti. Simples!

Realmente, ele havia caído, e profundamente! Após me dizer que ele não desligara mas que tinha acabado a carga do celular, ele me relatou que havia acabado de separar-se da família, e alugado um apartamento, para ir morar com seu amante. Que tristeza! Mas o que fazer? Novamente comecei com muito tato a lhe abrir os olhos, e aos poucos ele foi cedendo, cedendo, até me jurar que não iria morar com o amante, e que voltaria para a família. Soube, posteriormente, por outra pessoa, que ele cumpriu a promessa! Mas onde anda agora? Com quem?

O que restou foi o juramento que ele me fez de escrever num cadernos toda a sua história, desde o começo, para que de forma anônima eu pudesse publicar! Não cumpriu até agora, mas casos como o deste leitor que assim desabafa, me animam a tentar novo contato, para saber como anda este meu amigo. Quem sabe consiga, para dar ânimo a todos os que lutam até o desespero contra esta tendência. Também para os que se entregam, para que voltem para Deus. Suas almas são preciosas demais para entregá-las assim ao inimigo!

Que eles saibam: Deus os ama profundamente, mas não pode ser culpado desta sina, porque ela não é fruto de uma falha genética – onde se poderia culpar Deus de imperfeição – e sim fruto do pecado humano, é culpa do homem, dos pais, da sociedade maldita que incentiva esta prática, que leva a morte eterna.

Aos heróis que se mantêm castos, como este leitor do site Fratres in unum, o Pai reserva também uma bela coroa de Glórias! Rezemos por eles, por suas dores, sofrimentos, angústias, desesperos, ódios, tristezas, depressões, terrores noturnos, pressão dos infernos, e aquela sede insaciável de pecar, mesmo sabendo que é errado. Tudo para que tenham forças de vencer! Com Deus!

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