Cenas INACREDITÁVEIS (dentro da Casa de Deus)

A paz de Jesus e o amor de Maria, minha irmã em Cristo Fátima !

Gostaria de inciar esse comentário recordando as santas palavras de São Tomaz de Aquino:

“(…) havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos. Assim, São Paulo, que era súdito de São Pedro, argüiu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo em matéria de Fé. E, como diz a Glosa de Santo Ambrósio, ―o próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes afastando-se
alguma vez do bom caminho, não recusassem como indigna uma correção vinda mesmo de seu súditos‖ (ad Gal. 2, 14)2
.
No comentário à Epístola aos Gálatas, ao estudar o episódio em que São Paulo resistiu em face a São Pedro, assim escreve São Tomás:
―A repreensão foi justa e útil, e o seu motivo não foi leve: tratava-se de um perigo para a preservação da verdade evangélica (…).
o modo como se deu a repreensão foi conveniente, pois foi público e manifesto. Por isso, São Paulo escreve: ―Falei a Cefas, isto é, a Pedro, ―diante de todos‖, pois a simulação praticada por São Pedro acarretava perigo para todos. – Em 1Tim. 5, 20, lemos: ―aos que pecarem, repreende-os diante de todos‖. Isso se há de entender dos pecados manifestos, e não dos ocultos, pois nestes
últimos deve-se proceder segundo a ordem própria à correção fraterna3
.
São Tomás observa ainda que a referida passagem da Escritura contém ensinamentos tanto para os prelados quanto para os súditos:
―aos prelados (foi dado exemplo) de humildade, para que não se recusem a aceitar repreensões da parte de seus inferiores e súditos; e aos súditos (foi dado) exemplo de zelo e liberdade, para que não receiem corrigir seus prelados, sobretudo quando o crime for público e redundar em perigo para muitos 4

Notas ———————————
1 Sobre a resistência privada a decisões papais ou das Congregações Romanas, pode-se ver: Santo Tomás de Aquino, in IV Sent.,
dist. 19, q. 2, a. 2; ―Summa Theol.‖, II-II, 33, 4; Suarez, ―Def. Fidei Cath.‖, lib. IV, cap. VI, n.º 14-18; Pesch, ―Prael. Dogm.‖, tomus I, pp. 314-315; Bouix, ―Tract. de Papa‖, tomus II, pp. 635 ss.; Hurter, ―Theol. Dogm. Comp.‖, tomus I, pp. 491-492; Peinador,
―Cursus Brev. Theol. Mor.‖, tomus II, vol. I, pp. 286-287; Salaverri, ―De Ecc. Christi‖, pp. 725-726.

2 S. Tomás de Aquino, ―Summa Theol.‖, II-II, 33, 4, 2.

3 S. Tomás de Aquino, ad Gal., 2, 14; lect. III, n.º 83-84

4 S. Tomás de Aquino, ad Gal., 2, 14; lect. III, n.º 77.

————————————————–

Como o Papa é assistido pelo Espírito Santo, portanto infalível no ensinamento à Igreja, devemos ser OBEDIENTES àquilo que ele ensina e DENUNCIAR àqueles que lhe desobedecem, como nos ensina São Tomaz de Aquino.

E o que o papa Bento XVI tem ENSINADO em termos de liturgia ? Seguem, abaixo, dois discursos, entre centenas que podem ser vistos no site http://www.vatican.va

CATEQUESE DIA 03/10/2012
“(…) não são os sacerdotes ou os fiéis a celebrar a liturgia… ela é primariamente ação de Deus através da Igreja, que tem história, tradição e criatividade próprias. Tal universalidade, característica de toda a liturgia, é uma das razões porque não pode ser ideada ou modificada por comunidades ou ‘especialistas’, mas deve se manter fiel às formas da Igreja universal”.

“Até na liturgia das pequenas comunidades, está sempre presente a Igreja inteira. Não existem ‘estrangeiros’ na comunidade litúrgica. Em toda celebração litúrgica, participa toda a Igreja: céu e terra, Deus e os homens. A liturgia cristã expressa o ‘SIM’ da comunidade, é por natureza católica, provém de tudo e conduz a tudo, em UNIDADE com o Papa, com os Bispos, com os fiéis de todas as épocas e lugares. Quanto mais uma celebração for animada por esta CONSCIÊNCIA, mais frutuosamente se realiza nela o sentido autêntico da liturgia”.

Você entendeu o que o papa quiz dizer Fátima ??? Não se inventa nada na liturgia, se vive os ritos.

Se entendeu, mas continua desobecendo, veja o que o papa disse em outro discurso:

– CATEQUESE PAPA BENTO XVI 28/08/2012: Papa sugere: quando não se crê, é melhor ser “honesto” e deixar a Igreja
Em seu discurso no Angelus de domingo, o Papa Bento XVI falou da traição de Judas a Cristo, afirmando que o problema de Judas foi ter falhado em abandonar a Cristo quando já não mais acreditava — uma “falsidade”, afirmou o Papa, “que é uma marca do demônio”.
“Judas”, declarou o Papa Bento, “poderia ter deixado [Jesus], como fizeram muitos discípulos; de fato, ele teria abandonado, se fosse honesto. Pelo contrário, ele permaneceu com Jesus. Não por causa da fé, ou por causa do amor, mas com a intenção secreta de se vingar do Mestre”.

Então sabemos que temos muitos “Judas” em nossa Igreja, que trai constantemente ao Papa, Vigário de Cristo, traindo assim o próprio Deus. PORTANTO OBEDEÇAMOS AO PAPA que pede respeito à liturgia, e não aos “Judas” que distorcem a Liturgia.

Outra afirmação sua é a respeito de alguns que abandonam a Igreja, por conta de pessoas radicais. Bom esse seu pensamento não é semelhante ao de Cristo. Pois Jesus quando falou a 1ª vez sobre a Eucaristia, muitos discípulos O deixaram, como afirma o papa no discurso acima, pois julgaram seu ensinamento duro. Jesus não impõe nada, ele estabelece as normas e quem quiser seguí-lo, “tome sua cruz e o siga”. Agora se tem alguns que abandonam a fé, por causa dos homens é justamente porque tem uma fé frágil, sedimentada sobre a areia e qualquer brisa a derruba.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *