Cardeal que articulou candidatura do Papa é apreciador da Teologia da Libertação

  • Cardeal que articulou candidatura do Papa é apreciador da Teologia da Libertação Data da Postagem: 14 mar 2013 | Autor: Mateus | Comentários: 4 Comentários
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    Algumas considerações sobre o Cardeal Oscar Rodrígues Maradiaga, de Tegucigalpa, Honduras, que foi o articulador da eleição do Papa Francisco.

    Primeiro, ele já foi considerado um candidato forte da última vez, em 2005, quando no Conclave que elegeu o Papa Bento XVI. Muitos bispos disseram que Rodriguez parecia estar em campanha para Papa Por algum tempo o Cardeal Rodriguez Maradiaga era descrito como “papa à espera”, um candidato tão óbvio para ser o primeiro pontífice do mundo em desenvolvimento que se esperava que ele já estivesse escolhendo as cortinas do apartamento papal. O Cardeal Rodriguez é o predileto da centro-esquerda da Igreja por sua histórica promoção das causas de justiça social, sua declarada simpatia pela Teologia da Libertação,

    Se ele fosse eleito papa no conclave anterior, em 2005, não seria loucura imaginar veículos de comunicação conservadores afirmando, nas manchetes, “Marxista é eleito Papa”

    Também lembrando que o Cardeal argentino eleito Papa Francisco neste conclave de 2013,, no anterior conclave de 2005,obteve mais votos para tentar enfrentar o então favorito, cardeal Joseph Ratzinger. Depois de quatro escrutínios, o alemão foi eleito Papa Bento XVI.

    Então, pode-se concluir que ambos Cardeais, tanto o de Honduras, quanto o Argentino, eram fortes candidatos a Papas há muito tempo, principalmente o Cardeal Argentino.

    A surpresa para os católicos de um Papa Argentino, latino-americano foi grande no Mundo, mas nos bastidores da Cúria Romana não foi tanto assim.

    Apenas lembrando, que enquanto ainda era cardeal, nos anos 1980, Joseph Ratzinger,que depois se tornaria o Papa Bento XVI, condenou a Teologia da Libertação. Ratzinger, na época prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, criticou “desvios prejudiciais à fé” pelo uso “de maneira insuficientemente crítica” de pensamentos marxistas na Teologia da Libertação. Agora, passados mais de 40 anos desde que o termo foi cunhado (em 1971), com a renúncia de Bento XVI e a eleição do novo papa, o “projeto de libertação”, que teve tanto impacto no Brasil e na América Latina, parece ter à frente uma nova chance de encontrar uma aceitação maior dentro da Igreja, ainda mais tendo o Cardeal de Honduras, como articulador da eleição do Papa Francisco.

    Uma reportagem da BBC Brasil citou que os defensores da Teologia da Libertação (TL) estão contando como certo, com o apoio do novo Papa para poder impulsionar o movimento que tem como objetivo defender a justiça social. Em resumo: Teologia da Libertação, agora, espera mudança.

    O mais estranho nisto tudo, foi uma declaração antes da eleição do novo Papa, dada pelo teólogo Leonardo Boff, um dos principais expoentes da Teologia da Libertação no Brasil, ele disse que esperava a renúncia do Papa Bento XVI, e já antecipava que o substituto poderia ser um latino-americano.

    Durante a entrevista à TV Brasil ele ainda elogiou o cardeal-arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga. Líder máximo da Igreja em Honduras o religioso é aberto às inovações e inclusive dialoga com a Teologia da Libertação, segundo Boff. Para ele seria muito bom ter um Papa da periferia do mundo e o cardial Maradiaga seria um bom nome. “Não temos grandes cardeais. Mas ele é um teólogo da libertação. Seria um Papa da periferia”, disse Boff (fonte Portal EBC de noticias)

    Pois é, o Cardeal que Leonardo Boff queria como Papa não se elegeu, mas articulou a eleição do Novo Papa Francisco, confesso que isto é um tanto interessante.

    Se o Cardeal Oscar Rodrígues Maradiaga, tivesse sido eleito, Boff possivelmente o chamaria de “Papa da Libertação”, por sua posição simpatizante a Teologia da Libertação. Também teria certeza de grandes mudanças progressistas nos ensinamentos e na própria doutrina da Igreja.

    Infelizmente, como verdadeiros católicos, precisamos ficar no mínimo vigilantes, pois, se o Novo Papa teve como apoiador e articulador de sua eleição um simpatizante declarado da Teologia da Libertação, esperamos que não haja algum acordo entre eles.
    “Ai de vós, filhos rebeldes! – oráculo de Javé. Fazeis planos que não nascem de Mim, fazeis acordos sem a minha inspiração, de maneira que amontoais erros e mais erros”. (Isaías 30,1)

    E mais cedo ou mais tarde mostre que ao invés de manter as tradições e ensinamentos da Igreja, resolva de ”surpresa”, como de “assalto” mudar isto, com o pretexto da Igreja adaptar-se ao mundo moderno. (fazendo a vontade dos homens e não a de DEUS)
    Porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus.” (Jo 12, 43)
    “Jesus Cristo é sempre o mesmo: ontem, hoje e por toda a eternidade” (Hebreus 13, 8)

    O que me preocupa, é a frase de um amigo meu, católico tradicional, defensor dos ensinamentos da Santa Igreja, fiel aos Papas anteriores, como João Paulo II e Bento XVI, que lendo estas declarações recentes do Boff disse: “Onde tem a mão do Boff, também tem a “pata” do diabo escondida”.

    Falar de Boff e teologia da libertação é falar de desobediência aos ensinamentos da Igreja e rebeldia a DEUS. (tal como Satanás que desejou tomar o Lugar de DEUS, querendo ser mais sábio e poderoso)

    Sempre lembrando as palavras proféticas de São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja: “A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á, senão desaparecerá de todo o poder dos prodígios e dos milagres. Para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas”.

    Nas aparições da Virgem em Akita, no Japäo, foi das poucas reconhecidas no século XX pela Igreja, mas seu conteúdo e aviso são similares à de Fátima e a tantas outras ainda não reconhecidas nos dias de hoje.

    Também sempre lembrando que Nossa Senhora disse:

    “O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos”.

    Tenho obrigação, como católico de dizer, ,que neste ultimo conclave, realmente houveuma disputa muito forte interna e externa pelo poder no Vaticano.

    Até nas ruas de Roma, adeptos de determinado Cardeal, no caso o de Gana, colavam cartazes a seu favor, para que fosse eleito Papa.

    Como disse um amigo meu: Desde quando se faz propaganda pública para eleição de um Papa?

    Diante de tudo isto, esperamos que o novo Papa em algum momento futuro não adote a postura de um falso ecumenismo mundial, bem ao gosto da Nova Ordem Mundial illuminati e totalmente contrário a Doutrina bi-milenar da Igreja…

    Ainda lembrando, No dia da posse, em 2005, o atual papa emérito Bento XVI preveniu:“o meu pontificado será de curta duração”. Ele já sabia muitas coisas que o esperavam, por sua longa experiência no Vaticano. Ele teria que impedir as tentativas de modernização da Igreja, conforme prescrito no Sermão da Montanha (Mt 5,17-20) e em Ap. 22,18-19. Ele não aceitou modernizar a Igreja, porque somente Jesus na Parusía fará novas todas as coisas (Ap 21,5).

    E quantas vezes ele refletiu sobre a profecia de Zacarias: “Espada, levanta-te contra o meu pastor. Meu valoroso companheiro, oráculo do Senhor dos Exércitos. Fere o pastor – e as ovelhas se dispersarão” (Zc 13,7-9).

    No ano de 1976, o Papa Paulo VI, decepcionado com o avanço do poder das trevas nas dependências do Vaticano, lamentou: “O fumo de Satanás se infiltrou no seio da Igreja Católica e se expande, cada vez mais, rumo ao vértice”.

    Devemos lembrar que mesmo diante de tudo isto, no final diz na Sagrada Escritura
    “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. (Mateus” 16, 18)

    Estaremos aqui, vigilantes e atentos contra qualquer desvio de conduta que seja contrário aos ensinamentos da Santa Igreja, pois servimos e adoramos a DEUS, sendo obedientes a ELE e não aos homens. Queremos sempre agradar a DEUS, nãos aos homens, conforme diz a Sagrada Escritura:

    “É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo”.

    Por Dilson Kutscher – www.rainhamaria.com.br

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