Cardeal Pell é resistente na verdade, por isso é perseguido

Cardeal George Pell.

O Cardeal George Pell, secretário para a Economia, tem sido alvo de ataques no que alguns chamaram de retorno dos Vatileaks. Evidentemente, isso só ocorre por conta de seu claro posicionamento em favor da família. Não se vê vazamentos nem torpedos contra Kasper, Paglia, Marx…

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Por Cardeal George Pell | Tradução: Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Curiosamente, o rígido ensinamento de Jesus de que “portanto, não separe o homem o que Deus uniu ” (Mt 19: 6) não ocorre muito tempo depois de sua insistência a Pedro sobre a necessidade do perdão (cf. Mateus 18: 21–35).

É verdade que Jesus não condenou a mulher adúltera que fora ameaçada de morte por apedrejamento, mas Ele não lhe disse para continuar do mesmo jeito ou ir levando a vida sem se modificar. Ele lhe disse para não mais pecar (cf. João 8: 1–11).Uma barreira intransponível para aqueles que defendem uma nova disciplina doutrinal e pastoral a fim de receber a Sagrada Comunhão é a unanimidade quase completa de dois mil anos de história católica sobre esse assunto. É verdade que os ortodoxos têm uma tradição de longa data, embora diferente, que lhes foi imposta originalmente por seus imperadores bizantinos, porém, essa nunca foi a prática católica.

Alguém talvez alegue que as disciplinas penitenciais nos primeiros séculos antes do Concílio de Nicéia eram muito rigorosas, uma vez que eles discutiam se os culpados de assassinato, adultério ou apostasia poderiam ser reconciliados pela Igreja com suas comunidades locais uma única vez — ou nunca. Eles sempre reconheceram que Deus poderia perdoar, mesmo quando a capacidade da Igreja de readmitir pecadores à comunidade era limitada.

Esse rigor era a norma no tempo em que a Igreja estava se expandindo em número, apesar da perseguição. Não se pode ignorá-los, tanto quanto não se pode ignorar os ensinamentos do Concílio de Trento ou de São João Paulo II ou Bento XVI sobre o matrimônio. Será que as decisões que se seguiram ao divórcio de Henrique VIII foram totalmente desnecessárias?

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