A RCC veio do protestantismo ? – D. Estevão Bittencourt

Caro Pedro,
A paz de Jesus e o amor de Maria !!

A palavra influência é forte demais para esse assunto. Tomo por base, para essa afirmação, as palavras presentes no site da rcc nacional (www.rccbrasil.org.br), onde conta a história do movimento, como segue abaixo:

” Portanto, embora os primeiros momentos da Renovação tenham se dado em torno do retiro de Duquesne e apesar de estarem os americanos igualmente presentes no seu nascimento em diversos outros países, seria falso atribuir a expansão da Renovação Carismática unicamente à sua influência. Como afirma Monique Hébrard, a Renovação Carismática “explodiu quase ao mesmo tempo em todos os cantos da terra e em todas as igrejas cristãs, sem que se saiba muito bem como é que o fogo se ateou”(16) .
Para o Cardeal Suenens isto também despertou uma curiosidade, ou seja, “sem nenhum contato entre si, parece que o Espírito Santo suscitou em vários lugares do mundo experiências que, se não são iguais, certamente são semelhantes”(17) “.

ATENTE-SE PARA AS PALAVRAS: ” a Renovação Carismática “explodiu quase ao mesmo tempo em todos os cantos da terra e em todas as igrejas cristãs, sem que se saiba muito bem como é que o fogo se ateou”.
Não foi por influência humana que a RCC surgiu, mas sim pela ação do Espírito Santo que sempre regeu, rege e regerá a Santa Igreja de Cristo.

Para entender melhor o surgimento da RCC faz-se necessário o conhecimento da história num todo. História essa que se inicia no século XIX, com a beata Elena Guerra (www.elenaguerra.com), que tanto trabalhou para divulgar a devoção ao Divino Espírito Santo, exortando em várias cartas para o Papa Leão XIII (http://www.elenaguerra.com/a2_correspondencias.htm), onde esse escreveu a célebre encíclica Divinum Illud Munus, a qual sugiro sua leitura (http://www.elenaguerra.com/documentos/divinum_illud_munus.htm em portugues). Devemos lembrar, também, que anos mais tarde o papa João XXIII beatificou Elena Guerra, antes da convocação do Concílio Vaticano II, em cuja abertura o Papa rezou: “Renova teus milagres nestes novos dias, como em um novo Pentecostes. Permite que a tua Igreja, unida em pensamento e firme na oração com Maria, a Mãe de Jesus, e guiada pelo abençoado Pedro, possa prosseguir na construção do Reino de nosso Divino Salvador(…)”.

A RCC, caro Pedro, é uma resposta dessas moções que o próprio Espírito Santo suscitou na Igreja. Não tem “INFLUÊNCIA” protestante, pois, como disse, é forte demais para essa questão. Dizer que os protestantes influenciaram no surgimento da RCC é o mesmo que menosprezar a ação do Espírito Santo na Igreja.

Você toca em outro assunto, que é o diálogo entre os cristãos. Ora, o movimento da RCC não tem estrutura para isso, e nem é seu objetivo. O objetivo é: propagar a cultura de pentecostes através da efusão no Espírito Santo. Para se trabalhar o ecumenismo, precisa-se católicos conhecedores profundos da Sã doutrina , como nos ensina o documento UNITATIS REDINTEGRATIO (http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_po.html) onde no capítulo III, penúltimo parágrafo afirma:

” Com efeito, a sua acção ecuménica não pode ser senão plena e sinceramente católica, isto é, fiel à verdade que recebemos dos Apóstolos e dos Padres, e conforme à fé que a Igreja católica sempre professou, e ao mesmo tempo tendente àquela plenitude mercê da qual o Senhor quer que cresça o Seu corpo no decurso dos tempos.”

Ação ecumênica deve ser plenamente católica, para isso demanda: estudo, aprofundamento, oração, acompanhamento eclesial, amor e respeito à sã doutrina, vivência sacramental ( principalmente, confissão e eucaristia ), não concorda Pedro ?

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