A palavra da Igreja sobre Medjugorje

  • A palavra da Igreja sobre Medjugorje Data da Postagem: 23 jan 2014 | Autor: Mateus | Comentários: 1 comentário
  • Wayback Machine

    Previous capture

    Sexta passada foi oficialmente concluída a Comissão Internacional de Investigação instituída por Bento XVI e presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, sobre as aparições de Nossa Senhora iniciadas em 1981.

    O resultado do estudo desta Comissão que interrogou os principais protagonistas e muitas testemunhas estão agora nas mãos da Congregação para a Doutrina da Fé.

    Haverá um pronunciamento ? Talvez. Mas o que devemos esperar ??

    O CRITÉRIO DE JESUS

    Deve ser pouco provável que aconteça uma condenação ao fenômeno de Medjugorje como um engano do qual devemos evitar; seja um reconhecimento oficial da sobrenaturalidade da aparição, que não ser feito até que o caso pois as aparições ainda continuam.

    A primeira hipótese que devemos excluir por milhares de motivos que estão sintetizados no critério de juízo fornecido pelo próprio Jesus no Evangelho: “não existe árvore boa que dê frutos maus, nem árvore má que dê frutos bons. Toda árvore se reconhece pelos seus frutos” (Lc 6, 43-44).

    Os frutos de Medjugorje são extraordinários.

    Este fenômeno – como disse Vittorio Messori representa “O maior movimento de massa católico pós-concilio”. E sobretudo o maior movimento de conversão de massa, porque por mais de 32 anos ali se verificam milhares de conversões: tantos retornaram à fé, aos sacramentos, para a oração e para a penitência, em um mundo que ao contrário colocou-se velozmente em direção contrária, o do anticristianismo obstinado.

    Em Medjugorje se retorna a fé na Igreja, perfeitamente ortodoxa, fiel ao Papa e aos Bispos. Um fato muito significavo se considerarmos que eles têm varrido no período pós -conciliar , doutrinas heréticas , desobediência e feitos ideologias, não só entre os fiéis , mas também entre os teólogos e eclesiásticos (provocando apostasia, abandono em massa dos sacerdócio, cismas barulhentos ou silenciosos).

    O milagre de tantas conversões foi acompanhado também – como nos Evangelhos e em todas as grandes aparições – de sinais extraordinários, como as tantas curas inexplicáveis do ponto de vista da medicina, os quais forneceram a evidência da presença de Nossa Senhora.

    Também recemente um italiano de 37 anos, Cristian, casado e com dois filhos, doente de esclerose múltipla, vindo de Cosenza até Medjugorje em 22 de setembro de 2013 em peregrinação, imobilizado em uma cadeira de rodas, na colina das aparições recomeçou a caminhar e agora retornou a sua vida normal. Estão em curso todos os estudos científicos e os médicos estão surpresos porque é conhecido que a esclerose múltipla é humanamente impossível de ser curada.

    Um outro sinal da bondade de Medjugorje é representado pela quantidade de vocações que dali floriram. Também neste caso em contraste ao que acontece em todos os lugares.

    O movimento de evangelização que nasceu das aparições de Medjugorje, no entanto, se espalhou com milhares de grupos de oração em todo o mundo e também com novos sistemas missionários que tem uma forte influência entre as pessoas: basta pensar no fenômeno representado na Itália através da “Radio Maria” que é talvez o meio de evangelização (e de formação cristã) mais eficaz e generalizada em nosso país (e a “Radio Maria” já está em outros 70 países do mundo).

    O JULGAMENTO DE WOJTYLA

    Não por acaso João Paulo II, que era pessoalmente convicto e forte defensor destas aparições, chegou a dizer: “Medjugorje é o centro espiritual do mundo”.

    Em 24 de novembro de 1993, recebendo os Bispos do Oceano Indico e depois conversando com eles no jantar, o Pontífice – a propósito das mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje disse: “Estas mensagens são a chave para compreender aquilo que acontece e aquilo que acontecerá no mundo”.

    Naturalmente o Papa Wojtyla não quer forçar as etapas. Também porque a Igreja não pode reconhecer a autenticidade de um fato sobrenatural ainda em curso.

    As aparições, no entanto, ainda continuam e este é o principal motivo pelo qual não há absolutamente nenhuma razão para esperar que a Igreja reconheça hoje oficialmente Medjugorje.

    Além disso, para a Doutrina da Igreja também as aparições reconhecidas como Lourdes e Fátima são propostas aos fiéis como ajuda para a fé, mas não são vinculantes. Não é obrigatório para um católico acreditar nelas.

    A revelação cristã de fato foi concluída com a morte do último apóstolo e todos os acontecimentos sobrenaturais que, no curso dos séculos, mostraram a permanente presença de Jesus Cristo vivo e operante entre os seus, na Igreja ajudam a fé, nos fazem “tocar com a mão”, mas não acrescentam nada para a revelação.

    O PRECEDENTE

    Então o que devemos esperar de um eventual pronunciamento da Congregação para a Doutrina da Fé ? Provavelmente uma posição de espera, semelhante a aquela que aconteceu com a declaração de Zara em 10 de abril de 1991, pelos Bispos da ex-Iugoslávia.

    Esta foi a fórmula que usaram: “Com base nas investigações até agora conduzidas, não é possível afirmar que se trate de aparições ou de revelações sobrenaturais”.

    Ao contrário do que possa parecer, esta fórmula ( ” até agora não é possível dizer se é aparições ” ) não foi uma rejeição : em vez disso, teria sido se os Bispos declarassem : “Nós afirmamos que não são aparições sobrenaturais . ” Ou seja, se tivessem usado a fórmula: ” consiste em caráter não- sobrenatural das aparições de Medjugorje ” (aquele que foi apoiado pelo Bispo de Mostar ) .

    Em vez disso, a fórmula usada em 1991 é uma posição de espera, que – como disse o Cardeal Bertone , Secretário de Estado do Papa Bento XVI – ” deixa a porta aberta para futuras investigações .A verificação deve, portanto, seguir em frente.

    De fato os fiéis não foram impedidos de ir a Medjugorje e de seguirem as mensagens de Nossa Senhora e existe a certeza de que se contivessem algo de perigoso para a fé, a própria Igreja teria imediatamente intervindo com uma firme proibição. O silêncio da Igreja é de fato um leve consentimento à devoção.

    TEMPOS EXCEPCIONAIS

    O que é de se esperar – e que em parte já aconteceu com um recente documento da Congregação para a Doutrina da Fé – é uma regulamentação desta devoção popular.

    Não são admitidas aquelas manifestações – como as aparições aos videntes de Medjugorje em igrejas ou catedrais – que subentenda-se uma aprovação oficial já dada por parte da Igreja.

    Mas isto é um princípio compreensível e saudável de ordem no qual o efeito será provavelmente o de convocar mais peregrinos para Medjugorje como centro de oração e santuário marianono.

    Afinal de contas, tratando-se de uma paróquia da Igreja Católica, tudo permanece sempre bem seguro sob o manto e o olhar materno da Igreja.

    Portanto, no final, estamos diante a um fato nu e cru: as aparições de Nossa Senhora em Medjugorje que acontecem ainda hoje, por mais de 32 anos, e chamam para a conversão para salvar o mundo e a humanidade da ruína temporal e da ruína eterna.

    A duração das aparições em si não são extraordinárias porque em Laus (sul da França), Nossa Senhora apareceu para a pastorinha Benedetta Rencurel de 1664 até 1718, portanto por 54 anos (tais aparições foram reconhecidas pela autoridade eclesiástica em 2008 e isto diz muito sobre o tempo da Igreja).

    Mas no caso de Medjugorje são aparições públicas, com mensagens públicas voltadas aos cristãos e para a humanidade inteira. Nunca aconteceu um fato igual em 2000 anos da história da Igreja, o qual é assumir que , se isso acontece hoje, é porque os tempos exigem uma intervenção extraordinária dos Céus.

    Além disso, em Medjugorje, Nossa Senhora disse que Ela tinha vindo para cumprir o que tinha começado em Fátima, com a sua grande profecia sobre a tragédia do século XX.

    O escritor Paul Claudel já definia Fatima como “o acontecimento religioso mais importante do século. ” E se isto está ligado a Medjugorje, estamos diante de um mistério extraordinário que diz respeito ao nosso tempo.

    Antonio Socci: Autor, jornalista e escritor italiano. 19 de janeiro de 2014.

    Traduzido do Italiano por Gabriel Paulino e Neto Pessoa – editores sitewww.medjugorjebrasil.com

    Fonte da matéria: http://www.antoniosocci.com/2014/01/la-parola-della-chiesa-su-medjugorje/

    Leia também…

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *