A evolução moderna para a antiga barbárie

Convido a todos a ler comigo o que diz o historiador Daniel-Rops, nas páginas 128 e 129 do seu livro “A Igreja dos Apóstolos e dos Mártires” sobre a comunidade romana:
“O aborto e o abandono de crianças assumem proporções espantosas. Uma inscrição do tempo de Trajano dá=nos a conhecer que, de cento e oitenta e um recém-nascidos, cento e setenta e nove são legítimos, e destes, apenas trinta e cinco são meninas, o que prova suficientemente a facilidade com que as pessoas se desembaraçavam das meninas e dos filhos naturais.”

E continua: “Os Estados (romanos) têm-se mostrado sempre incapazes de recolocar a moral nas suas verdadeiras bases, depois de a terem deixado definhar. Os dirigentes romanos não estão inteiramente inconscientes do perigo, mas a sua boa vontade mostra-se irrisória perante o conjunto de circunstâncias que arrastam a sua sociedade para a ruína.”

Estamos falando aqui de eventos ocorridos a quase 2000 anos. Naquela época, o aborto, o divórcio e as relações homossexuais nas altas sociedades corroíam e destruíam a sociedade romana.

Observando a decisão dos legisladores do Supremo Tribunal Federal (Aqui não uso aspas, pois de fato assumiram as funções do poder legislativo) vemos que o Brasil, assim como todo o resto do mundo, dá passos largos em direção ao mesmo estado social primitivo que havia no mundo pré-cristão. Tempos esses em que os imperadores-deuses ditavam as normas e puniam a todos os que não quisessem submeterem-se a seus desígnios.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal mais uma vez mostram que a sede revolucionária por destruir o mais fraco é incontrolável e porque não dizer diabólica. Ao tomar a decisão de tornar lícito o assassinato de crianças anencéfalas, cuja probabilidade de sobreviverem após o parto é pequena mas há, mostra que o sonho revolucionário do “futuro melhor, sem dores e sofrimentos” invariavelmente passa pelo morticínio de indefesos. Assim como Adolf Hitler e sua Raça Ariana, Stalin e Lênin com o seu Homus Sovieticus, Mao Tse Tung com a seus “Trabalhadores Perfeitos”, o Brasil abre as portas para a eugenia, ou a prática seletiva de aborto de indivíduos que são incapazes de produzir bens ou serviços a comunidade.

A ideia de destruição do mais fraco e/ou daquele que é incapaz de lutar direta ou indiretamente pela revolução, produz decisões como estaque acabamos de testemunhar. 12 de abril de 2012 ficará marcado como o dia em que se iniciou o fim da civilização brasileira. Civilização esta que, apesar de ser mal formada como um bebê anencéfalo, tem o direito de viver e prosperar ainda que dentro de suas limitações.

O povo brasileiro que é maciçamente contra o aborto, vê de mãos atadas seus anseios e crenças serem desrespeitados por 8 homens que, assim como os antigos governantes romanos, levam o país para o buraco mais negro e obscuro. Assim como o fim de Roma foi desencadeado pela falência moral da sociedade, também o Brasil e toda sociedade ocidental quer por um fim a si mesmo destruindo a noção de certo e errado, opinião e crime, aceitável e inaceitável.

Se alguém acha que vivemos uma democracia, a aceitação do aborto de nenês anencéfalos e a união civil homossexual legislada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal mostra exatamente o contrário. Não só estamos vivendo uma ditadura ferrenha e cruel nos poderes do governo, como também vivemos uma censura draconiana por parte da mídia, que em momento algum procurou a opinião do povo brasileiro. Tanto os ministros do STF quanto os agentes da mídia tomam as rédeas da vida pública como os imperadores-deuses da antiguidade. No alto do seu “olimpo”, iremos assistir impotentes e indignados Eleonor Menicucci e Dilma Rousseff deleitando-se no sangue dos milhares, senão milhões de bebês que serão assassinados desta forma.

Bem vindos ao Brasil do século XXI, que em nome da ordem e do progresso repete os mesmos erros do império romano. A ideia de “evolução” e do “pensamento critico” promovida por estes “iluminados” apenas mostra o quão a revolução é capaz de tragar qualquer sinal de humanidade e civilidade do indivíduo e transformar-lo num simples animal ou em um bárbaro. É a evolução moderna para o antigo barbarismo.

Fonte: www.sentinelacatolico.com.br

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