A Diocese de Apucarana e o zelo pastoral pelo sacramento do Matrimônio

  • A Diocese de Apucarana e o zelo pastoral pelo sacramento do Matrimônio Data da Postagem: 4 fev 2013 | Autor: Mateus | Comentários: 0 comentário
  • Dom Celso Marchiori

    A Diocese de Apucarana, Paraná, esteve envolvida em uma polêmica no início do mês de janeiro devido à publicação de algumas normas referentes às celebrações de Matrimônio. Dentre as regras estabelecidas pelo bispo, Dom Celso Marchiori, chamaram a atenção as que proíbem músicas seculares durante as cerimônias e o “tradicional” desfile dos padrinhos. Apesar de toda a controvérsia criada pela mídia, a decisão de Dom Celso foi maciçamente apoiada pelos fiéis da diocese.

    O bispo de Apucarana destacou em entrevista ao jornal local Tribuna do Norte,que há uma incorreta “espetacularização”do casamento hoje em dia e que essas normas são apenas uma forma de valorizar o sacramento do matrimônio. “Não são proibições ou imposições. Não criamos nada de novo, apenas queremos destacar o mais importante na celebração, que são os noivos. Por isso, listamos essas orientações para que o casamento seja realizado como determina a liturgia”, esclareceu Dom Celso.

    Apesar dos esclarecimentos precisos de Dom Celso Marchiori, não faltaram aqueles que se sentiram “lesados” de alguma maneira pelas novas orientações. Para alguns comentaristas, a decisão do bispo foi autoritária e invasiva, pois o casamento seria um momento único na vida dos noivos e por isso, eles deveriam ter o direito de fazer da maneira que eles desejassem. “A noiva tem que fazer aquilo que ela tem em mente, como ela quer que os convidados vejam aquele momento dela”, reclamou uma jovem durante entrevista a um telejornal da região.

    Primeiramente, é preciso dizer que a ação de Dom Celso Marchiori foi legítima e motivida por um verdadeiro zelo pastoral. Sendo o Matrimônio um sacramento, a Igreja deve zelar pela a sua correta vivência dentro da liturgia. É através do matrimônio que se inicia a vida conjugal, por isso, “a celebração não pode ser reduzida a uma cerimônia, fruto da cultura e dos condicionamentos sociológicos”(1). Pelo contrário, deve-se cuidar para que “os particulares da celebração matrimonial sejam caracterizados por um estilo de sobriedade, de simplicidade, de autenticidade” (2).

    O Conselho Pontifício para a Família manifestou-se sobre este assunto numa carta de 1996 chamada “Preparação para o Sacramento do Matrimônio”(3). A carta é assinada pelo então presidente do Conselho, Cardeal Alfonso López Trujillo. Neste documento pode-se ler as seguintes orientações acerca da responsabilidade dos bispos:

    Além disso, diz o Catecismo da Igreja Católica acerca do Matrimônio:

    Posto isso, vemos que a realidade do Sacramento do Matrimônio transcende a expectativa de uma mera festividade ou convenção social. Muito pelo contrário, é, antes de tudo, um ato de união dos noivos com o mistério pascal de Cristo. Desse modo, a Igreja, como guardiã do depósito da fé, deve tutelar para que esses mistérios sejam vividos na autêntica piedade cristã e impedir qualquer tipo de abuso ou manipulação. Somente através de uma vivência sincera dos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, ou seja, somente através da vivência correta da fé católica é que poderemos compreender de maneira clara a realidade matrimonial.

    Referências

    Parágrafo 60 da Carta Preparação para o Sacramento do Matrimônio.
    Parágrafo 71 da Carta Preparação para o Sacramento do Matrimônio.
    Preparação para o sacramento do Matrimônio

    Fonte:Padre Paulo Ricardo

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